Economizar para comprar um imóvel ou fazer um financiamento?

Economizar para comprar um imóvel ou fazer um financiamento?

Qual o melhor caminho para realizar o sonho da casa própria? A dúvida entre financiar ou juntar dinheiro para comprar um imóvel é frequente e uma possível resposta deve levar em conta vários aspectos.

Muitas pessoas enxergam o financiamento imobiliário como a melhor, ou até mesmo única, alternativa possível. É grande, por outro lado, o número de especialistas que discordam e apontam outras saídas mais viáveis para a compra do imóvel.

No fim das contas, a decisão é sua. Por isso, vale a pena estudar bastante o tema para ter subsídios suficientes e fazer a melhor escolha. Pensando em você, apresentaremos neste artigo alguns pontos importantes que vão ajudá-lo a pensar sobre o assunto. Confira:

 

1. Quanto custa fazer um financiamento?

Os números não mentem: do ponto de vista econômico, não há como negar que o financiamento imobiliário não é a melhor escolha para quem quer comprar um imóvel.

É verdade que os juros não são tão altos como em outros tempos. Todavia, o fato é que, no fim das contas, o custo efetivo total de um financiamento é praticamente o dobro ou, em alguns casos, o triplo do preço do imóvel.

Assumir um financiamento imobiliário é se comprometer por um longo período com o pagamento mensal de juros e taxas ao banco. Mesmo levando em conta que, se utilizada a Tabela SAC — sistema de amortização mais comum nos financiamentos imobiliários —, as prestações diminuem ao longo dos anos, o sacrifício ainda é grande.

2. Quais os benefícios de financiar um imóvel?

Como o ponto de vista econômico não é o único a ser levado em consideração, vamos ao outro lado da moeda: é possível encontrar bons argumentos a favor do financiamento imobiliário.

Para quem, assumidamente, não tem disciplina financeira para poupar por muito tempo, financiar é um meio estratégico de forçar o direcionamento de recursos para a aquisição do imóvel. Juros à parte, a prática pode até mesmo ser comparada a uma poupança forçada.

A possibilidade de utilizar os recursos das contas vinculadas do FGTS também pode ser encarada como um ponto positivo do financiamento. Como a rentabilidade do fundo é baixíssima, é uma vantagem que vale a pena aproveitar, desde que o imóvel esteja dentro das regras estabelecidas.

A grande vantagem do financiamento, contudo, é a chance de antecipar o sonho da casa própria: após a liberação do crédito, você já pode se mudar para o local, uma realidade distante para aqueles que decidem juntar dinheiro para comprar um imóvel.

Tal benefício pode interessar especialmente às pessoas que vivem de aluguel e que, para comprar um imóvel, teriam ainda que encontrar uma brecha no orçamento para economizar, o que poderia demorar muito mais que o planejado.

Ainda pensando em quem vive de aluguel, a oportunidade de personalizar o imóvel conforme seu gosto é um argumento e tanto a favor do financiamento. Nem sempre é fácil obter autorização para fazer mudanças em um imóvel alugado e, quando isso ocorre, ainda resta a discussão quanto ao responsável pelo pagamento das obras

Vale destacar, ainda, que é possível vender o imóvel antes de quitar o financiamento, desde que haja a anuência da instituição financeira. Nesse caso, o comprador assume o saldo devedor e o restante do valor acordado fica para o vendedor.

Para quem resiste ao financiamento por medo do risco de ter que se mudar para outra cidade ou encontrar um espaço maior, como nos casos de aumento da família, tal informação pode ser decisiva.

3. Por que economizar para comprar um imóvel?

Enquanto no senso comum a preferência é pelo financiamento, os especialistas são quase unânimes em apontar a compra à vista como a opção mais adequada.

É evidente que imóveis são bens de valor mais elevado. Efetuar uma compra à vista, nesse caso, não é uma tarefa das mais simples. Com inteligência e disciplina, entretanto, é perfeitamente possível construir uma reserva financeira sólida e, em poucos anos, adquirir o bem.

Assim, saltam aos olhos duas vantagens significativas em relação ao financiamento: a chance de quitar o imóvel em um período de tempo bem menor e o custo total muito mais baixo, sem a incidência das elevadas taxas de juros. 

Outro benefício para quem decide investir para comprar um imóvel é a oportunidade de utilizar os juros compostos a seu favor.

Enquanto que, em um financiamento, a cobrança de juros mais que duplica o custo do imóvel, durante o tempo que você está economizando há chances reais de conseguir uma boa rentabilidade, de acordo com as aplicações escolhidas.

É importante, nesse caso, aprender a investir com inteligência, dando preferência às aplicações mais adequadas às circunstâncias.

Vale lembrar que, durante o tempo em que você estará economizando para reunir a quantia necessária, o imóvel continuará a se valorizar. Uma boa estratégia para evitar que o seu dinheiro perca o poder de compra é apostar em investimentos indexados à inflação.

4. É possível juntar as duas opções?

Existe uma saída possível para quem não quer passar o resto da vida endividado, mas não tem condições de economizar para comprar um imóvel.

Muitas pessoas optam por juntar uma boa quantia para incrementar a entrada do financiamento, até porque os bancos exigem o pagamento de um percentual para liberar o crédito.

Se essa for a sua escolha, estipule o quanto você quer dar de entrada e direcione seus esforços. Quanto maior a entrada, melhor. Assim, é possível pagar menos juros e até mesmo encontrar melhores condições de pagamento.

Também é possível, em quase todos os tipos de financiamento, amortizar o saldo devedor sempre que houver uma sobra financeira, inclusive com a utilização do FGTS.

Muitas construtoras ainda oferecem opções de financiamento direto com menos burocracia e condições muito interessantes.

Coloque na balança os prós e contras de cada alternativa e não tome nenhuma decisão por impulso. Seja qual for a sua escolha, lembre-se de que um planejamento bem feito é fundamental para comprar um imóvel com segurança. 

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