Deck para piscina: qual o tipo de piso ideal para a área externa?

Deck para piscina: qual o tipo de piso ideal para a área externa?

Sabia que existe um jeito certo de montar o deck para piscina? E sabia que isso tem impacto direto no aproveitamento da área de lazer?

É simples: a escolha precisa dos revestimentos usados na borda e no entorno e, além de valorizar o paisagismo, cria uma superfície estável, o que permite mobiliá-la com chaises e poltronas próprias para o uso outdoor, bem como um bom ombrelone e outros acessórios que convidam ao relaxamento dentro e fora d’água. Com isso, o décor confortável e funcional transforma o espaço — antes pouco aproveitado — no seu retiro particular.

Para dar início ao projeto e deixar sua piscina com ares paradisíacos, é preciso acertar na escolha dos materiais usados no deck. Acompanhe o post e conheça 5 tipos de revestimentos que fazem bonito no setor!

Quais são os cuidados em relação à construção?

Primeiramente, é preciso que o engenheiro responsável pelo projeto indique se existe alguma restrição à escolha dos materiais, por conta de características do terreno. Solos muito úmidos, por exemplo, não devem receber pedras porosas.

Ele também vai calcular a quantidade necessária de peças, inclusive boleadas, para dar acabamento nas bordas e evitar cantos vivos, e de grelhas, para o escoamento da água da chuva, da lavagem ou do transbordo.

Além disso, para evitar infiltrações, é preciso atentar nos assentamentos e nas juntas de dilatação. Em áreas externas, deve-se usar argamassa colante AC III e rejuntes flexíveis e impermeáveis de boa qualidade, na quantidade indicada pelo profissional.

Por fim, é preciso se planejar para executar a obra nos meses de tempo firme, o que evita desperdícios de materiais com retrabalhos.

 

Quais são os pisos ideais para fazer o deck para piscina?

Os materiais usados no deck para piscina precisam ser antiderrapantes, atérmicos e resistentes à ação das intempéries, principalmente do sol e das chuvas. Isso garante que ofereçam segurança, conforto e boa durabilidade.

Outras funcionalidades são bem-vindas e os fabricantes de revestimentos não param de inovar. Conheça os diferenciais de 5 tipos de pisos ideais para o deck:

1. Madeiras

A espécie escolhida precisa ser resistente, sustentável (como ipê tabaco e cumaru, entre outras árvores nativas, devidamente certificadas) e tratada para suportar a exposição ao intemperismo.

Também é possível optar por madeiras de reflorestamento (como pinus e eucalipto, espécies naturalmente densas e que apresentam baixa permeabilidade), as quais são tratadas a vácuo industrialmente e têm a longevidade garantida.

As tábuas, dispostas paralelamente, têm larguras de 88 a 150 mm e espessuras de 18 a 30 mm, em média. Em relação ao nível de processamento, devem ser aplainadas e ranhuradas nas faces superiores, bem como arredondadas nas arestas.

2. Pedras naturais

As pedras mais usadas são as são tomé, goiás e mineira. A última, também conhecida como caxambu, existente nas tonalidades branca, bege e rosa, ganha em desempenho perante as demais, por aquecer menos ao sol.

Se preferir, use mármores (travertino e navona) ou granitos com acabamentos levigados ou apicoados. Nas versões brutas, eles não escorregam — diferentemente das versões polidas usadas em áreas secas, dentro de casa.

Entre os prós, as pedras naturais apresentam boa durabilidade e permitem diversas paginações. Por outro lado, todas sujam bastante. Impermeabilizá-las, ainda que ajude a repelir a sujeira, faz com que fiquem menos aderentes e não é indicado.

3. Cerâmicas e porcelanatos

Peças de cores claras (menos tons de brancos, os quais incomodam os olhos) e neutras aquecem menos e são mais fáceis de combinar com os revestimentos da parte interna da piscina. Outra dica: quanto mais opacas, melhor tende a ser a aderência.

As cerâmicas se destacam pelas texturas e formas variadas. Devem ter índice máximo de absorção de água de 6 a 10%, certificado pelo Centro Cerâmico do Brasil (CBB/Inmetro), e coeficiente de atrito maior que 0,4, conforme a Norma 13.818:1997, da ABNT.

Se a ideia for reproduzir a aparência de madeiras e pedras, os porcelanatos são mais indicados. As versões acetinadas, com acabamento fosco, são ideais para áreas molhadas, pois proporcionam maior atrito ao caminhar.

A vantagem do porcelanato é a baixa permeabilidade a líquidos, o que aumenta sua resistência e durabilidade. Na hora de escolher, prefira formatos com bordas retificadas, para minimizar os espaços entre os rejuntes e acumular menos sujeiras.

4. Placas cimentícias

A base de concreto de alto desempenho, os pisos cimentícios se destacam pelas variadas opções de padrões (reproduzem madeiras e pedras, por exemplo), formas (peças curvas, de drenos e com cantos arredondados) e medidas.

Além da estética atraente, a resistência e a durabilidade são diferenciais, obtidos por meio de aditivos usados no concreto.

5. Fulget

Também conhecido como granito lavado, a técnica é ideal para piscinas com formato orgânico, pois o material é fundido no local. O bacana é que um resultado nunca fica igual a outros e é possível alcançar os mais variados tons.

Trata-se de uma mistura de cimento ou de resina com pequenas lascas de pedras naturais (como mármore, quartzo etc.), o que proporciona um acabamento ligeiramente áspero. Deve-se ter bastante atenção com a colocação das juntas, para evitar trincas.

Como conservar e manter a estrutura bonita?

Em média, a cada dois anos, as madeiras precisam ter o stain (produto que confere uma proteção hidrorrepelente, com ação fungicida e filtro solar) reaplicado. Como ele é absorvido, não forma aquelas crostas, evitando a necessidade de raspagens.

Cerâmicas e placas cimentícias devem ser tratadas com impermeabilizante ou óleo hidrofugante, para que não formem limos ou fungos (especialmente nos rejuntes) ou fiquem manchadas, por conta do contato com a pele dos banhistas, por exemplo.

Já os porcelanatos, por serem mais resistentes e hidrorrepelentes, dispensam qualquer tratamento posterior, sendo necessária apenas a sua limpeza regular com água, detergente neutro e a ajuda de lavadoras de alta pressão.

Por fim, a manutenção residencial periódica é a melhor maneira de evitar prejuízos com reformas e garantir a valorização do lar, por isso não a deixe de lado.

Se ficar com dúvida entre tantos modelos de pisos na hora de revestir o deck para piscina, peça a opinião de um profissional. Mesmo que a opção seja por um material mais caro, se o custo-benefício compensar, invista sem receio!

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