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Descubra como é calculado o valor de um condomínio

Na chancela das contas a pagar, em meio aos gastos mensais com água, luz e internet, existe um peso-pesado característico do estilo de vida moderno. Pelo impacto que gera nas finanças da família, o valor de um condomínio deve, no mínimo, fazer jus aos serviços que o empreendimento oferece.

Se você tem interesse em saber, detalhadamente, o que é levado em consideração para calcular o custo de morar bem, não deixe de ler este post!

O que é e para que serve a taxa do condomínio?

A chamada taxa do condomínio é o valor pago, mês a mês, por todos os moradores ou proprietários de um imóvel em um condomínio fechado — seja ele horizontal, composto por casas ou lotes, ou vertical, formado por apartamentos.

Desse montante sai a verba pertinente à folha de pagamento de funcionários, como porteiros, faxineiras, vigias, zeladores, entre outros profissionais contratados pela administração do condomínio.

A soma também serve para arcar com as contas fixas e para custear a manutenção das estruturas de uso comum e respectivos reparos, especialmente de itens que estejam apresentando mau funcionamento ou comprometidos pela ação do tempo.

Assim, a taxa do condomínio tem como objetivo viabilizar a vida em conjunto da melhor maneira possível. Se usada com sabedoria, o ideal é que sempre sobre uma quantia em caixa, a qual será investida em melhorias.

A decisão sobre tais melhorias é feita por meio de votação em assembleia — prevalecendo a vontade da maioria simples. Morar em condomínio, afinal, é aprender a conviver.

Por outro lado, se houver necessidade de investir em adaptações exigidas por lei, como a que diz respeito à acessibilidade, não é preciso votar. O síndico rateia o gasto (devidamente detalhado, ainda que seja uma obra barata) entre os moradores.

O pagamento da taxa de condomínio é obrigatório por lei?

Sim. O pagamento do condomínio é obrigatório e previsto na Lei Federal 4.591/64. Mesmo que o proprietário não ocupe o imóvel, sua ausência não implica isenção de modo algum.

O não pagamento da mensalidade referente ao condomínio prejudica a arrecadação para o custeio das despesas necessárias ao bem-estar de todos os moradores e chega a afetar a convivência entre vizinhos.

Quando vários condôminos se tornam inadimplentes por longos períodos, inviabilizam diversos serviços. O impacto é sentido, primeiramente, no funcionamento das estruturas de lazer — as quais são fechadas por falta de manutenção adequada.

Em caso de imóveis adquiridos na planta, lembre-se de que as mensalidades do condomínio só podem ser cobradas quando o proprietário receber as chaves. Já a compra de imóveis usados, por sua vez, implica repasse das dívidas condominiais do antigo para o novo proprietário.

Quais são os impactos da inadimplência segundo o novo CPC?

De acordo com o novo Código de Processo Civil (CPC) e segundo a Lei 13.105, sancionada em 2015, o morador ou proprietário que ficar inadimplente pode ser cobrado judicialmente e tem até três dias para pagar suas dívidas.

Do contrário, conforme previsto no Art. 829 do novo CPC, o executado corre o risco de perder o imóvel — que pode ser penhorado para o abatimento dos débitos.

O ideal, antes de deixar a situação chegar a esse ponto crítico, é que o indivíduo que estiver passando por dificuldades financeiras tente renegociar as dívidas com a administradora.

Por isso, nem pense em deixar de pagar o condomínio em dia para priorizar outras contas! Postergar a conversa com a administradora é a pior opção.

Como estimar o valor de um condomínio antes da compra?

Além dos custos fixos (principalmente, gastos com a folha de pagamento e contas de água e luz), pode-se estimar a taxa de um condomínio antes da aquisição do imóvel considerando outros fatores.

A quantidade de condôminos, por exemplo, tem relação direta com o valor final, pois quanto maior for o rateio, menor será a mensalidade cobrada.

A localização também influencia o valor do condomínio, por conta do custo de vida dos colaboradores na região (alimentação e transporte, principalmente).

Já as estruturas de lazer, como existência ou não de piscina, academia de ginástica, entre outras, geralmente não fazem diferença no valor do condomínio.

Na realidade, depende: se houver um projeto paisagístico enorme, o gasto com jardinagem vai pesar. O mesmo vale para a manutenção dos recursos tecnológicos usados na segurança. Quanto mais antigos, mais tendem a dar problema.

Assim, é preciso colocar os diferenciais de cada empreendimento na balança e refletir sobre os que mais valem a pena.

Há indícios de que um condomínio dará muitos gastos com manutenção?

Sim. Por isso, antes de assinar um contrato, cheque se estão previstos o uso de matérias-primas de qualidade, se a incorporadora tem tradição em contratar empreiteiros qualificados etc. No futuro, isso lhe poupará gastos com reformas.

A existência de soluções sustentáveis, como sistemas para captação e reúso da água pluvial e o uso de lâmpadas de LED nas áreas comuns, também ajuda na economia.

Estimar o gasto com o condomínio é importante por se tratar de uma despesa fixa. Conhecendo a porcentagem do orçamento familiar comprometida com seu pagamento antes de fechar negócio, é possível avaliar se o empreendimento é, ou não, o ideal.

Uma vez entregue, como é calculado o valor de um condomínio?

O valor da taxa de condomínio leva em conta diferentes custos, muitos deles baseados em registros históricos de consumo. Os mais comuns em empreendimentos do tipo pelo Brasil afora são:

  • gastos com a operação, geralmente terceirizada, da portaria;
  • folhas de pagamentos (salários, benefícios, impostos e direitos trabalhistas do quadro de funcionários);
  • custos administrativos (pagamento da administradora do condomínio);
  • telefonia fixa e internet;
  • contas de água, luz e gás encanado (onde for disponibilizado);
  • manutenção das áreas de lazer e jardinagem.

Há também os extras com despesas variadas, como com o Cartório e Correios, além da reposição de itens de limpeza, compra de materiais de construção, entre outros. Por fim, ainda é preciso compor um fundo de reserva para lidar com os imprevistos.

O que é considerado para calcular o valor de um fundo de reserva?

A taxa que entra no valor do condomínio sob o nome de fundo de reserva diz respeito à quantia de segurança guardada para momentos emergenciais, decorrentes de imprevistos.

Para determiná-la, a administradora do condomínio pode estabelecer um percentual sobre o montante arrecadado, considerando que todos os moradores ou proprietários cumpram com suas obrigações em dia, ou orçar um valor fixo.

Sendo assim, viver em condomínio é ratear alegrias e despesas. Para que a convivência seja a melhor possível e, principalmente, para evitar problemas futuros, é preciso estimar o valor de um condomínio antes de adquirir um imóvel. Se você está em busca de informações para fazer uma compra consciente, aproveite para assinar a nossa newsletter!

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