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Parede mofada: 5 dicas práticas para tirar e evitar mofo da parede

Parede mofada é uma dor de cabeça que pode surgir em qualquer residência, mesmo nas que recebem limpeza constante. Suas causas podem estar em inúmeros fatores diferentes (veremos alguns mais adiante), mas o grande problema é que, além de diminuir a valorização estética de seu lar, alguns mofos (ou bolores) são muito tóxicos. E é aqui que mora o perigo.

Não se importar com essa degradação nos revestimentos pode resultar no desenvolvimento de uma série de doenças aos seus familiares e, em algumas situações extremas, até culminar em óbito. Você se lembra da morte da atriz Brittany Murphy?

Sim, parede mofada vai muito além de potenciais prejuízos de natureza econômica, é uma ameaça silenciosa que precisa ser combatida! Por isso, explicamos abaixo o que é mofo, como se forma essa alteração na superfície das paredes e 5 dicas especiais de como evitar ou retirar essa anomalia em sua casa! Acompanhe!

O que é e como se forma o mofo nas paredes?

A formação do mofo/bolor (manchas escuras) é uma alteração macroscópica (que pode ser vista a olho nu) em diversas superfícies de materiais (especialmente nas paredes), fruto da ação intensa de fungos.

Esses microrganismos se proliferam em superfícies com alto teor de umidade ou em ambientes onde a umidade do ar é extrema. Na verdade, sua ocorrência é devida a uma “parceria” entre umidade e falta de ventilação. Quando se trata de parede, geralmente essa disseminação acontece por conta de:

  • infiltração de água decorrente de vazamento nos canos internos;
  • condensação nas superfícies internas de componentes;
  • falhas no projeto de edificação, causando insuficiência ou falta de homogeneidade na distribuição da iluminação, ventilação ou insolação dentro do cômodo.

Kießl e Sedlbauer (2001) relatam que, quando a superfície da parede apresentar, simultaneamente:

  • umidade relativa do ar igual ou maior do que 80% por períodos acima de 6 horas/dia;
  • temperaturas acima de 10°C,

já haverá condições de proliferação de fungos, sendo que a umidade ótima para o desenvolvimento desses microrganismos fica entre 90% e 98%. Há, entretanto, mais de 200 espécies de fungos que deixam sua parede mofada; algumas (como o fungo xerophile) conseguem se desenvolver com umidade na faixa de 65%.

Vale lembrar que bolor e mofo não são sinônimos: ambos são causados por fungos, mas enquanto o primeiro apenas infecta os objetos, o segundo corrói o material afetado. O mofo costuma ficar em relevo, com aspecto acinzentado, enquanto o bolor deixa pontos pretos difíceis de serem removidos.

Quais as ameaças que os bolores nas paredes podem trazer à saúde?

De acordo com Alucci, Flauzino e Milano, em Bolor em Edifícios: Causas e Recomendações (1988), a exposição à parede mofada por longos períodos pode causar uma infinidade de enfermidades respiratórias, sendo que as pessoas com baixa imunidade estão mais suscetíveis a desenvolverem problemas em relação a essa proliferação de microrganismos.

estudos científicos que atestam, inclusive, que as pessoas que têm genes HLA-DR costumam apresentar complicações no processo de recuperação respiratória, haja vista que as toxinas que invadem o sistema imunológico não são reconhecidas pelo organismo. Isso, evidentemente, pode levar à morte.

Duas principais doenças provocadas pela permanência em ambientes com parede mofada:

Sinusite fúngica

Tipo de sinusite em que os fungos se alojam na cavidade nasal do indivíduo, formando a chamada “massa fúngica”, uma inflamação que provoca, principalmente, dificuldade para respirar.

Síndrome da resposta inflamatória sistêmica

Doença ainda mais grave relacionada à proliferação de fungos nas superfícies úmidas. Trata-se de uma inflamação generalizada que parte de uma intoxicação respiratória causada por biotoxinas, um tipo de tóxico muito perigoso emitido por mofos. Essa patologia pode afetar inúmeros órgãos, especialmente fígado e rins.

5 dicas para evitar ou retirar o mofo das paredes

1. Elimine o mofo com soluções alvejantes

A mais simples das ações possíveis. Primeiramente, lembre-se de usar luvas, proteção para os olhos e máscara para o rosto, a fim de evitar reações alérgicas.

Feito isso, você pode misturar uma solução alvejante com cloro e água (proporção: 30% de cloro). Com uma escova de cerdas duras e umidificadas pela solução, esfregue a superfície escurecida, com posterior enxágue.

Caso esse método caseiro não surta resultado, há produtos químicos específicos para a remoção dessas manchas (como sprays bacterianos/antimofo). Em casos mais extremos de contaminação, entretanto, poderá ser necessário refazer inteiramente o revestimento do cômodo/dormitório de sua casa.

2. Use amido de milho

Mais uma dica caseira, exótica, mas funcional. Você pode prevenir o aparecimento do mofo enchendo uma xícara com amido de milho e deixando-a nos ambientes com condições favoráveis ao desenvolvimento dessa alteração nas paredes. Troque o conteúdo sempre que perceber que a farinha ficou úmida.

3. Adquira um desumidificador de ambiente

O nome soa estranho, mas esse produto já existe e faz sucesso no exterior (também é vendido no Brasil).

Trata-se de um aparelho elétrico que funciona gerando um fluxo descendente de ar circulante. Como o ar frio e úmido é mais pesado, o aparelho consegue absorvê-lo em sua parte inferior.

Dentro desse equipamento, o ar capturado passa por um complexo processo de aquecimento e consequente desumidificação. Após esse “rebalanceamento”, o ar (agora mais leve e hostil à proliferação de microrganismos) sai livremente pela parte superior.

 

4. Use pintura antimofo

Embora o uso da pintura especial, por si só, não impeça a proliferação dos fungos (já que existem variáveis específicas, como nível de ventilação do ambiente e umidade da parede), esse tipo de tinta tem composição química ajustada para dificultar a disseminação desses microrganismos (como agentes fungicidas e bactericidas).

São mais caras do que as tintas acrílicas, mas abundantes em acabamentos interessantes, como semibrilho, acetinado, fosco etc.

5. Observe atentamente o projeto construtivo antes de comprar seu imóvel

Os fungos que causam o mofo precisam de umidade para agir. Acontece que essa umidade não necessariamente advém de infiltrações diretas na parede. Pode ser fruto de um projeto construtivo malfeito, como um alinhamento porta-janela que não facilite a ventilação no ambiente. É por isso que antes de escolher sua nova residência, é preciso pesquisar com muita atenção o know-how da construtora envolvida no projeto.

Se, por exemplo, um banheiro tiver uma janela voltada para uma área interna, essa disposição provavelmente facilitará o desenvolvimento de fungos, uma vez que a ventilação será prejudicada, especialmente em épocas de chuva, quando as janelas permanecem fechadas por mais tempo. Esse cenário é propício para o surgimento de uma parede mofada dentro de alguns meses.

Em outra situação, se houver alinhamento direto entre porta e janela, áreas mais periféricas do cômodo (paredes dos cantos) tendem a não receber a mesma troca de ar das áreas frontais, tornando esses pontos favoráveis a aparecimentos de mofos.

O desenvolvimento de doenças respiratórias por causa de parede mofada é só um dos inúmeros prejuízos ocasionados pela falta de manutenção construtiva adequada.

Quer evitar que seu refúgio se transforme em um pesadelo? Então, continue conosco, descobrindo agora tudo sobre a importância da manutenção residencial periódica!

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