Dormir bem. Conheça alguns sinais para comprovar se você realmente tem boas noites de sono

Você dorme bem? Conheça alguns sinais para comprovar se você realmente tem boas noites de sono

Dormir bem é um pré-requisito fundamental para ter uma boa qualidade de vida. Segundo o Instituto do Sono (IS), durante a vigília são liberados hormônios importantes para a manutenção e reparação do organismo, os quais deixam a imunidade alta e reduzem a propensão a doenças, entre outros benefícios. Já dormir mal aumenta os níveis de cortisol e adrenalina que, por sua vez, são relacionados ao estresse.

Confira os sinais que revelam se você tem tido noites pouco revigorantes e veja como amenizar os fatores que possam estar atrapalhando seu merecido descanso!

O que nos leva a dormir mal?

Uma noite mal dormida acaba com a concentração diurna. Mas, apesar dos bocejos, moleza e mau humor, se for um episódio esporádico, não há maiores problemas.

Porém, quando o cansaço não é suficiente para adormecer, pode ser indício de algum transtorno do sono. Nesse caso, deve-se identificar e tratar as causas.

Por isso, preste atenção nos sinais do corpo. Conheça, a seguir, os sintomas mais comuns de quem precisa melhorar a qualidade do sono:

Fome em excesso

A sensação de vazio no estômago, mesmo após se alimentar, é culpa do aumento da grelina. Esse neurotransmissor, que avisa o cérebro se é hora de comer, deixa-o com vontade, principalmente, de doces, gorduras e carboidratos.

Por outro lado, os hormônios que dão sensação de saciedade, como a leptina, deixam de ser produzidos na quantidade adequada. Na prática, o metabolismo desregulado leva à ingestão de, pelo menos, 250 calorias a mais por dia.

Em longo prazo, aumentam as chances de vir a ter doenças crônicas, como obesidade, hipertensão e diabetes. A falta de sono, aliás, prejudica o controle de açúcar no sangue. Adultos que dormem pouco e mal têm o dobro de risco de desenvolver diabetes tipo 2.

Vive adoecendo

O sono reparador está diretamente ligado ao fortalecimento do sistema imunológico. Resfriados periódicos, infecções urinárias ou aquelas doenças que parecem nunca sarar completamente são indícios da má qualidade do sono.

Pele desidratada e flácida, além de unhas e cabelos feios e fracos, indica que é preciso dormir melhor. Entre as causas possíveis do enfraquecimento, sabe-se que as estruturas de colágeno se quebram mais facilmente por conta do sono ruim.

Falta de memória

Dormir bem é essencial para reter as informações e analisá-las com facilidade. Criatividade e inteligência são características que dependem, diretamente, da qualidade do sono.

O mesmo vale para a fixação do aprendizado. É no repouso noturno que o cérebro transforma as lembranças recentes em memória de longo prazo.

A capacidade de analisar situações com sabedoria e de tomar decisões, entre muitas outras, também são relacionadas ao repouso suficiente.

Alterações no comportamento

A falta de sono altera a maneira como lidamos com as emoções. Em períodos em que tudo é motivo de brigas, a irritabilidade e a intolerância podem ser fruto de noites mal dormidas.

A ausência de libido, diminuição considerável na frequência de relações íntimas, bem como disfunções sexuais, também podem ter origem no sono ruim.

Além disso, quando o cérebro fica cansado, torna-se mais vulnerável a fatos negativos, o que aumenta a sensação de tristeza. Até as habilidades motoras são prejudicadas, o que faz a pessoa passar por atrapalhada.

Como reconhecer que tenho um problema?

Os ritmos circadianos elevam nosso estado de alerta ao longo do dia e podem nos enganar, fazendo-nos pensar que dormimos melhor do que realmente dormimos.

Também existe a possibilidade de que, após tempos dormindo mal, simplesmente nos acostumamos. Ou seja, sequer notamos que estamos com a saúde comprometida.

Já se a culpa for de terceiros, torna-se mais difícil resolver. A vizinhança não ajuda? Vale lembrar que a lei do silêncio foi feita para garantir o sossego das 22h às 7h.

Para se livrar do estresse, em certos casos vale a pena até cogitar se mudar em prol da melhora da qualidade de vida.

Como a qualidade do sono é subjetiva, se você não carrega nenhum dos sintomas clássicos, mas desconfia se, de fato, consegue dormir bem, procure testes que ajudam a aferir seu grau de sonolência diurno.

Como podemos dormir bem?

A maioria das organizações mundiais de saúde sugere a média ideal de sete a oito horas de sono diárias — meta difícil de atingir em meio ao excesso de afazeres.

Mas, ainda que não consigamos dormir o quanto temos vontade, cabe a cada um garantir que as horas de sono sejam bem aproveitadas. Veja, abaixo, como se preparar.

Durante o dia

  • Pratique atividades físicas de sua preferência, pois elas liberam endorfina e proporcionam bem-estar e relaxamento;

  • evite o consumo de álcool, que deixa o sono agitado, e não fume, pois a nicotina contida nos cigarros é extremamente estimulante;

  • meditar ajuda a manter o foco no que é realmente importante em cada momento do dia. Dessa forma, colabora para deixar as preocupações fora do quarto. Outra dica é evitar trabalhar e/ou estudar sobre a cama;

  • cuide para que o ambiente de dormir seja limpo, confortável, com temperatura agradável e o mais livre de barulhos e luzes possível.

Ao entardecer

  • Faça um jantar leve e prefira bebidas relaxantes, como chás de camomila, erva-doce e cidreira, do que estimulantes, como café, refrigerante e chás verde ou preto;

  • para adormecer, é preciso que o corpo produza melatonina, hormônio que se adapta ao ciclo do sol e é gerado com a diminuição da luz, ao anoitecer. Porém, com as telas luminosas dos inseparáveis smartphones, a iniciação do sono é prejudicada. Prepare-se para dormir desligando aparelhos eletrônicos e se desconecte, pelo menos, uma hora antes de se deitar;

  • crie um hábito de horário para se deitar e levantar. Porém, vá para a cama apenas quando sentir sono, evitando rolar no colchão por horas a fio. Se isso ocorrer com frequência, seu subconsciente vai gerar a percepção equivocada de que sua cama lhe “dá” insônia.

Como mostrado, a quantidade de horas de repouso necessária para recarregar as baterias varia de pessoa para pessoa. Muitas vezes, não se trata de dormir mais, mas de dormir melhor.

Respeite o sono, pois dormir bem é essencial. Hábitos em geral, como dieta, prática de exercícios físicos e estilo de vida, somados às condições do ambiente, especialmente do dormitório, influenciam na qualidade do descanso.

Se você tem conhecidos que vivem reclamando da falta de energia, ajude-os a se sentirem melhor compartilhando este post em suas redes sociais!

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