financiamento de lote e casa

Conheça as 5 melhores formas de financiamento de lote e casa

Na vida, os desejos nem sempre vêm acompanhados das melhores condições para realizá-los. Contudo, isso não significa que a falta delas possa ser motivo suficiente para que a concretização não seja alcançada. Sempre é preciso considerar as alternativas existentes, veja as melhores formas de financiamento de lote e casa.

Por exemplo: quem deseja comprar um lote ou uma casa muitas vezes não tem o dinheiro para fazer o pagamento à vista. É para ocasiões assim que a opção de aquisição a prazo dos imóveis existe. O financiamento de lote e casa pode ser o instrumento adequado para realizar o seu sonho sem comprometer sua saúde financeira.

Atualmente, são cinco principais linhas de crédito para quem deseja contratar o financiamento para lote ou casa. Cada uma delas tem características próprias e adequadas a diferentes tipos de perfil. Conhecer essas possibilidades e entender quais são mais acessíveis e compatíveis com a sua necessidade é o primeiro passo para atingir seu objetivo.  

Para facilitar a sua vida, vamos indicar, neste post, as melhoras formas de obter o seu financiamento e os perfis mais compatíveis com cada uma delas. Confira!

1. Sistema Financeiro da Habitação (SFH)

O SFH veio em substituição ao antigo Banco Nacional da Habitação (BNH). É a alternativa de crédito mais tradicional e uma das mais utilizadas no Brasil por quem pretende comprar um imóvel, mas não conta com dinheiro suficiente para pagar à vista. Pelo sistema, é possível adquirir lotes e casas, em condições bastante facilitadas.

Essa linha permite financiamento de imóveis com valor de até R$ 1,5 milhão, com prazo de pagamento de até 35 anos. Os juros para a compra de lotes partem de 5% ao ano e podem chegar ao limite máximo de 12%, no caso de aquisição de casas. Funcionários públicos têm condições especiais de juros.

Por todos esses motivos, essa é a linha mais universal e a mais procurada, tanto por pessoas que querem adquirir seus imóveis próprios quanto por aquelas que desejam investir para obter o retorno por meio de aluguel ou, até mesmo, da revenda após a valorização do lote ou da casa construída.

Limitações

Apesar de ser tão popular e interessante, o SFH também tem suas limitações, o que pode torná-lo inadequado ou até inacessível para alguns perfis de investidores. Para começar, os imóveis devem estar em áreas urbanas e o financiamento pode pagar até 90% do valor do terreno ou da casa, com comprometimento máximo de 30% da renda familiar do mutuário.

Em qualquer circunstância, o imóvel só poderá ser destinado ao uso residencial e deve estar registrado no Cartório de Registro de Imóveis competente e contar com absoluta regularidade na documentação.

Além disso, o lote ou a casa precisa estar no município onde o proponente mora ou exerce a sua ocupação principal ou, ainda, em município vizinho ou que faça parte da mesma região metropolitana.

É preciso ressaltar que o uso de saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de contas ativas só é possível na aquisição de casas prontas e é vedado para a compra de lotes e de casas em construção. Porém, o saldo de conta inativa, na maioria dos casos, pode ser utilizado para qualquer finalidade, inclusive para a compra de lotes.

2. Carta de Crédito SBPE

O Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), junto do FGTS, é um dos pilares de sustentação do SFH. Contudo, é possível obter a Carta de Crédito SBPE mesmo fora do contexto do sistema.

Nesse caso, são concedidos empréstimos para a aquisição de lotes ou de casas com valor mínimo de R$ 200 mil e valor máximo limitado aos mesmos R$1,5 milhão do SFH. O limite de crédito é de 50% do valor do imóvel, com até 35 anos para pagar.

Os juros variam de acordo com o tipo de imóvel a ser adquirido, mas não ultrapassam os 12% ao ano fixados como máximos para o SFH. Essa opção permite que o mutuário seja dono de outros imóveis, e não há limite de renda.

Essas características fazem da Carta de Crédito SBPE uma das alternativas mais flexíveis para o financiamento de lote e casa (ou de outros tipos de imóveis). Por isso, é indicada para aqueles que não conseguem se enquadrar nas muitas exigências do Sistema Financeiro da Habitação, por exemplo.

3. Sistema Financeiro Imobiliário (SFI)

O SFI foi criado em 1997 com a finalidade de suprir as demandas que não podem ser atendidas pelo SFH. Portanto, pelo sistema é possível financiar imóveis residenciais com valores acima de R$ 1,5 milhão, inclusive lotes e casas.

Como o SFI utiliza recursos de grandes investidores institucionais — como fundos de pensão e bancos de investimento — e não tem acesso ao dinheiro do SBPE ou do FGTS, os juros costumam ser mais altos que os praticados nas demais alternativas. As taxas são regidas pelo mercado e variam de instituição para instituição.

O grau de relacionamento do mutuário com a instituição financeira concedente do crédito influencia bastante no valor da taxa de juros. Por isso, quando o recurso é captado com um banco, é oportuno manter um bom saldo médio e outros negócios com a instituição.

No SFI não há limite de comprometimento de renda. Todavia, o rigor na análise de crédito é alto e exige a comprovação de uma boa capacidade de pagamento.

Como foi criado com o objetivo específico de atender um perfil até então não contemplado pelo Sistema Financeiro da Habitação, a formatação do SFI é totalmente adequada para esse tipo de comprador, isto é, aquele que busca imóveis de valor mais alto e apresenta boa capacidade de pagamento e crédito junto ao sistema bancário.

A não limitação de juros pode ser considerada um ponto fraco. Por outro lado, a possibilidade de negociar com o banco é real e pode resultar em taxas bastante interessantes e mais em conta que a média do mercado.

4. Financiamento direto

As empresas urbanizadoras são responsáveis por loteamentos em áreas de expansão urbana que são estruturadas e vendidas ao público. Durante os lançamentos e após a conclusão dos empreendimentos, essas empresas oferecem condições facilitadas de pagamento, criando parcelamentos diretos que podem ser a solução para a compra de um lote.

Normalmente o parcelamento das urbanizadoras é feito com juros baixos, pois se trata de uma excelente maneira de viabilizar o empreendimento como um todo. Dessa forma, há real interesse em constituir-se como uma opção para as pessoas que buscam financiamento de imóveis, mas que não se enquadram ou não querem outras modalidades por considerá-las limitadas ou muito exigentes em relação à burocracia para a contratação.

Por outro lado, os financiamentos dessas empresas oferecem prazos menores de pagamentos e, por consequência, parcelas mais altas. Essa característica pode não ser a mais indicada para quem tem orçamento mensal sem muita margem e precisa de mensalidades mais baixas. Nesses casos, dá para tentar descontos ou negociar condições mais vantajosas, mas nem sempre será possível adequar a mensalidade ao bolso de quem vai pagar por ela.

5. Consórcio

O consórcio vem merecendo destaque cada vez maior entre as modalidades de crédito destinadas à compra de imóveis e pode ser uma excelente opção para quem deseja comprar uma casa ou um lote. O sistema funciona a partir de autofinanciamento, que é realizado por grupos de consorciados que se cotizam com a finalidade de comprar o mesmo tipo de imóvel.

Na prática, a compra do bem é realizada a partir de uma carta de crédito que é concedida ao consorciado quando ele é contemplado. Como esse documento é garantido pela administradora de consórcio — que, por sua vez, é regulamentada pelo Banco Central —, ele tem absoluta liquidez no mercado.

Assim, de posse da carta de crédito, o consorciado pode fazer a aquisição do imóvel pagando à vista, mantendo o pagamento parcelado com o grupo ao qual aderiu.

As grandes vantagens dos consórcios estão na facilidade de adesão ao grupo, que pode ser feita sem nenhuma burocracia, e na inexistência de juros. Além de eventuais seguros, no consórcio é cobrada apenas uma taxa de administração.

Por todos esses motivos, os imóveis adquiridos por consórcio acabam ficando mais baratos que os que são comprados utilizando financiamentos bancários.

Desvantagens

Apesar das vantagens, os consórcios também têm limitações que podem torná-los menos interessantes para alguns perfis de compradores. Por exemplo: enquanto nos financiamentos concedidos pelos bancos o dinheiro é repassado imediatamente, é preciso considerar que no consórcio a liberação do crédito pode levar algum tempo.

Isso porque a carta de crédito só é entregue ao consorciado mediante três condições de contemplação: por sorteio, por lance ou no final do período de duração do grupo. Os sorteios acontecem durante as assembleias de consorciados e são realizados considerando os números das cotas que ainda não foram contempladas.

Por outro lado, os integrantes do grupo que desejarem obter crédito mais rápido podem dar os lances durantes as mesmas assembleias. Nessas ocasiões ocorrem espécies de leilões, quando os consorciados podem fazer as ofertas de antecipação de pagamentos.

Recebe a carta de crédito aquele que der um lance vencedor. Todavia, se nada disso ocorrer, o consorciado terá que esperar o encerramento do grupo para comprar a sua casa ou lote, o que pode levar vários anos para acontecer.

Vimos neste texto que existem cinco principais formas de financiamento que, na maior parte dos casos, se estendem a outros tipos de imóveis. SFH, SBPE, SFI, financiamento via urbanizadora ou consórcio são modalidades que têm pontes fortes/fracos e podem atender diferentes perfis.

Para fazer a melhor escolha, você precisa ter clareza do que busca e saber o tamanho da sua disponibilidade financeira. Inicie uma boa conversa com o gerente do seu banco para entender as modalidades de consórcio e financiamento de lote e casa que a instituição mantém. É possível que exista alguma linha de crédito especial para clientes.

Agora que você já conhece as alternativas de financiamento de imóvel para comprar a sua casa ou lote, confira agora mesmo como investir na compra de lotes com segurança.

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