Saiba mais sobre a importância da manutenção residencial periódica

Saiba mais sobre a importância da manutenção residencial periódica

Sabe a Teoria das Janelas Quebradas, a qual, resumidamente, diz que desordem gera desordem? A tese, elaborada nos Estados Unidos, por James Q. Wilson e George Kelling, partiu da explicação de que se uma avaria não for rapidamente consertada, em pouco tempo toda a construção sofrerá com a ação destrutiva promovida por vândalos. Guardadas as devidas proporções, a constatação serve para elucidar a importância de promover a manutenção residencial adequada.

É por isso que, ao calcular os custos da construção, é recomendado ter em mente que o investimento em materiais de boa qualidade ajuda a prevenir reparos e reformas, facilitando a manutenção futura.

Tomar todas as medidas para a conservação do lar é a maneira mais prática, eficaz e econômica de mantê-lo em dia. De fato, realizar a manutenção periódica vai da melhora no bem-estar na residência à valorização no mercado imobiliário. Acompanhe no decorrer do post!

O que é manutenção periódica?

Nos dicionários, o vocábulo “manutenção” é descrito como “ação ou efeito de manter”. No âmbito residencial, a manutenção consiste nos cuidados em relação à preservação das estruturas, instalações, elementos de acabamento e decoração.

Para ser eficaz, a manutenção precisa ser periódica. Mas como diferentes elementos têm diferentes exigências, a periodicidade varia. Por exemplo: recomenda-se a limpeza diária dos banheiros, mas a da caixa d’água pode ser feita a cada seis meses.

Além disso, fora conservar, a manutenção periódica deve consertar tudo o que esteja quebrado e/ou repor tudo o que estiver em falta. Sendo assim, existem três tipos complementares de manutenção periódica. São eles:

1. Manutenção preventiva

A manutenção preventiva é realizada mesmo quando não há avarias aparentes, exatamente com o intuito de precaução, mantendo a integridade do imóvel.

Na prática, sua realização é importante para evitar surpresas desagradáveis, além de acidentes que possam colocar vidas em risco.

A manutenção preventiva objetiva localizar e reparar eventuais problemas que, de acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), não podem ser negligenciados.

2. Manutenção preditiva

A manutenção preditiva vem sendo cada vez mais procurada, principalmente por conta do aumento da instalação dos sistemas de automação residencial.

Trata-se de um conjunto de ações que visam controlar os equipamentos e prever prováveis erros, assegurando o seu máximo desempenho e afastando a ocorrência de falhas operacionais.

3. Manutenção corretiva

A manutenção corretiva consiste nos serviços realizados para consertar equipamentos e/ou trocar componentes que tenham sido danificados ao longo do tempo.

Também pode ser necessária após algum imprevisto, como a incidência de uma descarga elétrica, provocada por raios, que possa ter queimado algum aparelho — o que é muito comum no território brasileiro.

Qual é a importância da manutenção residencial?

Da mesma maneira que fazer a limpeza periódica do lar é o jeito mais eficiente e menos cansativo de conservá-lo adequado à habitação, promover a manutenção residencial periódica garante a melhor infraestrutura com o melhor custo-benefício.

A manutenção pode ter efeito reparador, realizada enquanto a situação ainda não interfere na qualidade de vida dos moradores, ou restaurador, quando a correção de um problema é necessária para resolver algo que já atrapalha no dia a dia.

Também existe a manutenção feita em prol da modernização e atualização, que é tanto preventiva como reparadora e tem o intuito de oferecer uma qualidade de vida ainda melhor para os moradores.

Veja quatro pontos que traduzem a importância da manutenção residencial. São eles:

1. Segurança

A manutenção residencial previne uma série de acidentes domésticos, garantindo a segurança de todos os moradores, principalmente de crianças e idosos, os quais têm mais dificuldade para perceber e/ou se afastar de situações de risco.

Instalações elétricas antigas, com fiações desgastadas, por exemplo, podem provocar curtos-circuitos que, na pior das hipóteses, acabam com as estruturas consumidas pelo incêndio e colocam as pessoas em perigo.

2. Bem-estar

A manutenção residencial assegura o bom funcionamento da residência, evitando momentos de estresse. Além disso, poupa os moradores de terem de conviver com o transtorno causado por reformas emergenciais.

Afinal, chegar em casa e desfrutar de um bom banho, relaxar no sofá e, até mesmo, poder receber os amigos com todo o conforto são atividades normais, mas que ficam comprometidas caso algo não funcione adequadamente.

3. Economia

Prevenir é mais barato do que remediar. A conta é simples: pode-se investir um valor na contratação de um serviço especializado para analisar as fiações e tubulações e receber o diagnóstico de que nenhum problema foi encontrado.

Ou é possível “deixar rolar” e, quando aparecer um problema, contratar um serviço de emergência para promover o reparo de todo o estrago subsequente — que não costuma ser pequeno —, tendo de arcar com um prejuízo muito mais custoso.

4. Tranquilidade

Como imprevistos e emergências acontecem, mesmo para o mais precavido e cuidadoso dos proprietários, é importante ter uma reserva financeira para situações do tipo. Também vale a pena investir em um seguro residencial, pois nunca se sabe.

A cobertura básica cobre incêndios, mas pode ser estendida para alagamentos, vendavais, desmoronamentos, bem como danos elétricos, roubos e responsabilidade civil (modalidade mais procurada por quem mora em apartamentos).

Outra vantagem de quem adere ao seguro residencial são os serviços complementares, os quais ajudam no dia a dia. São exemplos: troca de resistência do chuveiro; conserto da máquina de lavar; entre outros.

Como a manutenção residencial deve ser feita?

A manutenção do dia a dia pode ser feita pelo proprietário, com ou sem ajuda de empregados. O ideal é fazer uma agenda anual e seguir a programação estipulada.

Já a manutenção que exige conhecimentos técnicos para promover reparos específicos, como nos sistemas de hidráulica, elétrica, automação, entre outros, necessita da contratação de profissionais.

Além disso, da mesma maneira que é preciso tomar cuidado na contratação de mão de obra para a construção, também é necessário ser criterioso na contratação para realizar a manutenção.

Como tendem a demorar, a manutenção profissional pode e deve ser agendada para o melhor momento possível — geralmente, aos fins de semana.

No entanto, se houver sinais de que algo não está normal, como sentir cheiro de fio queimado ou notar algum vazamento, não tem jeito. Nesses casos, é preciso chamar o serviço de emergência. Acredite: o quanto antes o problema for solucionado, melhor.

Quais são os principais locais para fazer a manutenção?

De fato, a casa inteira precisa de cuidados, tanto no que diz respeito às instalações internas, escondidas sob as paredes e embaixo dos pisos, quanto às estruturas visíveis. Mas existem alguns locais que merecem atenção extra.

Veja quais medidas tomar, acompanhe qual é a periodicidade média e previna os principais problemas causados pela falta de manutenção nas instalações elétricas, hidráulicas, alvenarias e até em sistemas de segurança. Confira:

1. Instalações elétricas

Na manutenção das instalações elétricas, verifica-se se o dimensionamento de fios e cabos está adequado às necessidades da residência, bem como se atende à norma técnica ABNT NBR-5410.

Independentemente da inexistência de problemas, a manutenção elétrica preventiva deve ser feita no máximo a cada três anos. Trata-se do momento ideal para substituir tomadas e interruptores danificados, bem como fios e cabos avariados, além de disjuntores. Se bem cuidada, a parte elétrica dura, em média, 20 anos.

Na manutenção, o eletricista ainda verifica o funcionamento do Diferencial Residual (DR), dispositivo que detecta fugas de corrente elétrica e desliga, automaticamente, o circuito; e o estado do aterramento, também indispensável para a segurança.

Sempre que houver um aumento na carga de energia exigida pelo lar, como em decorrência da instalação de um ar-condicionado, o eletricista atualizará o quadro de distribuição, evitando que fique sobrecarregado.

Já ao proprietário, cabe a responsabilidade de colaborar e não sobrecarregar os pontos de energia, evitando ligar diversos aparelhos na mesma tomada, bem como tirá-los das tomadas ao sair de casa.

A troca de lâmpadas queimadas é o tipo de manutenção que pode ser feita pelo proprietário. É importante aproveitar o momento para remover os insetos e sujeiras que estejam no interior de plafons, limpando os objetos.

Já em caso de variações no fluxo de energia ou qualquer sinal suspeito, desarme o disjuntor geral na caixa de luz e chame um profissional para averiguar a situação.

2. Instalações hidráulicas

Para prevenir vazamentos, entupimentos ou mesmo gotejamentos, é preciso fazer a manutenção das instalações hidráulicas em banheiros, na cozinha, na lavanderia e nos demais ambientes com saídas de água.

A boa notícia é que a verificação dos encanamentos por uma equipe especializada detecta, até mesmo, problemas imperceptíveis — antes de se tornarem um enorme transtorno. Por isso, não hesite em contratá-la.

A atualização da parte hidráulica deve ser realizada por um profissional, em média, a cada dez anos — mesmo que não tenha apresentado nenhum problema. Mas, para garantir essa longevidade, a manutenção preventiva deve ser feita anualmente.

No intervalo entre as visitas dos técnicos, o proprietário pode, por conta própria, fechar as saídas de água e observar o medidor. Se o ponteiro parar, não há vazamentos; se continuar girando, existe um problema. Nesse caso, chame novamente um encanador.

Os moradores também podem colaborar para a preservação do sistema hidráulico evitando jogar sujeira nas pias e aplicando uma solução desentupidora mensalmente.

Quanto aos ralos internos, é preciso fazer sua limpeza periódica para remoção de sujeiras acumuladas. Em relação aos ralos externos (pluviais), o proprietário deve verificar se não existe a possibilidade de raízes de árvores terem encontrado fissuras e os entupido. Mais uma vez, é preciso chamar o encanador.

3. Caixa de gordura

A manutenção da caixa de gordura, instalada sob o piso da área gourmet (acoplada à pia, para reter o óleo, acabando com o mau cheiro e evitando que ele vá parar nas redes de esgoto), tem o intuito de evitar entupimentos e até transbordamentos.

O sifão armazena a gordura e a deixa retida na superfície da caixa, impedindo que siga pela tubulação. Mas para garantir a estanqueidade do sistema, é preciso realizar a limpeza duas vezes ao ano.

Basta levantar a tampa da caixa de gordura, remover a crosta e descartá-la, adequadamente, no lixo orgânico. Os resíduos que sobram devem ser consumidos por bactérias, comercializadas em forma de farelo seco, à venda em lojas especializadas.

O emprego das bactérias deve ser feito ao menos uma vez por ano, para promover a higienização adequada da caixa de gordura. Se preferir, contrate empresas especializadas na realização desse serviço.

Para facilitar a manutenção, o responsável por cozinhar as refeições da família deve recolher o máximo de gordura possível em garrafas PET, destinando-as à reciclagem, evitando que desça pelo ralo da pia.

Raspar bem os restos de comidas que sobram nos pratos e passar papel toalha antes de lavá-los é outra medida preventiva eficiente para remover ao máximo a gordura e facilitar a manutenção.

4. Telhado

A manutenção do telhado, seja este composto por telhas ou apenas por uma laje impermeabilizada, tem o intuito de aliviar o peso que possa ser formado pelo entupimento das calhas e dos drenos coletores.

A remoção das folhas e sujeiras pode ser feita pelo proprietário, desde que com muito cuidado e uso de uma boa escada, para prevenir quedas. Por isso, evite subir com a cobertura molhada ou mesmo úmida. Se preferir, contrate um serviço especializado.

O procedimento pode ser realizado, em média, a cada três meses, evitando infiltrações, mofo e até goteiras na laje. Se houver muitas árvores no entorno da casa, esse intervalo precisa ser reduzido.

Ao término do recolhimento, deve-se inserir uma lavadora de alta pressão dentro do cano da calha, para que o jato de água remova as sujeiras incrustadas, como pedaços de frutos.

Aproveite para checar se não há nenhuma telha quebrada ou deslocada, o que também leva à incidência de infiltrações. Se o comprometimento for no madeiramento, a ponto de deixar o telhado visivelmente torto, é preciso chamar um arquiteto ou engenheiro civil.

Apenas a título de curiosidade: manter o telhado limpo permite investir em um sistema de captação para o reaproveitamento da chuva, o que ajuda a economizar água.

5. Caixa d’água

A limpeza da caixa d’água talvez seja a manutenção preventiva mais praticada pelos proprietários, pois tem relação direta com a saúde da família. Reserve um dia a cada seis meses para dar conta da empreitada.

Para realizá-la são necessários materiais como panos limpos, esponjas, água sanitária, vassoura ou escovão, pá e baldes. Nada muito caro.

Com o registro de entrada e saída fechado, remova a tampa e esvazie a caixa d’água, deixando-a com cerca de um palmo de água. Antes de começar, coloque panos nas saídas dos canos, para evitar que entupam com a sujeira.

Esfregue as paredes e o fundo apenas com uma esponja (sem usar sabão ou quaisquer produtos químicos). Recolha a sujeira com ajuda de alguns panos e uma pá.

Abra o registro e deixe encher até 60 cm. Adicione um litro de água sanitária para cada mil litros de capacidade e aguarde agir por três horas. A cada meia hora, use um pano para molhar as paredes com a solução em repouso.

Após este intervalo, remova os panos que estavam tapando os canos, abra todas as torneiras da casa e dê descargas, para desinfetar a tubulação por completo.

Depois, encha a caixa com um mais pouco de água e limpe suas paredes internas, para remover qualquer vestígio de água sanitária. Esvazie novamente.

Por fim, feche a tampa, abra o registro e encha por completo. Antes de usar a água, deixe escorrer por alguns minutos para eliminar o odor deixado pela água sanitária. Se preferir, há empresas especializadas no serviço.

6. Paredes, pisos e tetos

A manutenção das alvenarias tem por objetivo restaurar uma possível insuficiência estrutural. Em caso de trincas, um pedreiro ou um proprietário mais habilidoso pode fazer um teste simples para avaliar, inicialmente, a extensão do problema.

Para saber se uma rachadura nas paredes, pisos e/ou tetos está em expansão ou se já se encontra estabilizada, basta fechá-la com uma camada de gesso (caso esteja em uma parte interna) ou de cal e cimento (caso apareça em uma parte externa).

Dias depois, se continuarem fechadas é um bom sinal. Nesse caso, podem receber o respectivo acabamento, feito por um pedreiro.

Por outro lado, se reabrirem, é necessário investigar as razões da distensão. Pode ser uma trinca sazonal, decorrente das variações climáticas que alteram a dilatação dos materiais, ou uma rachadura em plena formação.

Como há risco de problemas estruturais ou de fundação, apenas um arquiteto ou engenheiro civil pode confirmar qual é a hipótese correta e indicar as reformas necessárias. Chame-o o quanto antes.

7. Pintura externa

A manutenção da pintura residencial vai além da estética. A aplicação das camadas de tinta tem função de prevenir a infiltração da água da chuva nas paredes externas, evitando o aparecimento do mofo inclusive dentro de casa.

Diversos fatores interferem na durabilidade da pintura de uma casa. Além das condições climáticas, inclusive a poluição, depende de como foi feito o preparo da superfície antes de recebê-la, da qualidade da tinta, entre outros.

Recomenda-se a aplicação de uma nova camada de tinta, em média, a cada cinco anos. Nesse meio tempo, para ajudar, há produtos com tecnologia lavável, que permitem a limpeza das paredes com água e detergente neutro.

A manutenção também deve ser feita em portas e janelas, principalmente nas expostas às intempéries. Além da limpeza do dia a dia, em estruturas de madeira, é indicado a reaplicação do verniz a cada seis meses.

Peças de aço, como escadas metálicas, devem ser lubrificadas a cada dois meses para que não se deteriorem, especialmente em regiões litorâneas (onde a maresia acelera a corrosão). Já a repintura com tinta anticorrosivas pode ser feita anualmente.

8. Sistemas de segurança

Quantas vezes o noticiário jornalístico traz relatos de câmeras de vigilância que não flagraram uma ação, pois pararam de funcionar? Por isso, não dá para abrir mão da manutenção dos sistemas de segurança, independentemente da região onde resida.

A inspeção é realizada periodicamente por técnicos especializados, tanto para a correção de problemas, atualização dos softwares e checagem do foco, nitidez e posicionamento, quanto sua limpeza.

O tempo varia conforme a orientação dada de empresa para empresa, mas a média é receber uma visita de manutenção por mês. Assim, previne-se a inoperância quando mais se necessita da gravação.

Em imóveis com cercas elétricas, vale a mesma regra: manutenção é essencial e os testes para verificar o pleno funcionamento do sistema são realizados, geralmente, mensalmente.

Quais são os problemas da falta de manutenção?

Como mostrado, curtos-circuitos, entupimentos, mofos e falhas diversas no funcionamento do lar são problemas, muitas vezes, decorrentes da falta de manutenção ou de uma manutenção malfeita.

Por mais que o proprietário tenha boa vontade e goste de colocar mãos à obra, quando existe a necessidade de conhecimento técnico as medidas preventivas ou reparadoras somente devem ser feitas por profissionais especializados.

Do contrário, o risco de o investimento feito na prevenção de problemas ser jogado fora é real e a frustração decorrente do aparecimento de futuras avarias se torna muito maior.

Na hora de escolher o profissional para avaliar as instalações hidráulicas, elétricas, entre outras, peça a indicação de parentes e amigos que tiveram boas experiências.

Se não conseguir nenhuma recomendação, vale a pena apelar para as redes sociais e ver se algum de seus contatos tem boas indicações.

Existem, ainda, as empresas especializadas em colocar prestadores de serviço em contato com clientes, bem como as seguradoras que oferecem assistência residencial.

Em todas as alternativas, o orçamento é previamente informado. Ainda que não impeça possíveis aumentos, decorrentes de constatações feitas in loco pelos profissionais, a variação na margem de gastos também é informada antecipadamente.

Por isso, deve-se pensar na manutenção para construir uma casa, pois quanto melhor for a escolha dos materiais e a qualidade da mão de obra empregada na construção, maior será a sua vida útil e menor a necessidade de intervenções e reformas.

Para não deixar passar nada, vale a pena criar um cronograma com todos os tipos de serviços de manutenção e programá-lo com direito a aviso no celular, anotações na agenda ou mesmo em um quadro negro.

De suma importância, a manutenção residencial periódica viabiliza o uso do lar como moradia. Por ser preventiva, deve ser feita mesmo quando não houver problema algum, respeitando a periodicidade indicada para cada tipo de estrutura e/ou instalação.

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