Conheça os melhores investimentos para quem tem filhos!

Conheça os melhores investimentos para quem tem filhos!

Entre as muitas coisas que os pais podem fazer pelas suas crianças, uma das mais importantes é garantir uma segurança financeira para que eles possam encarar os desafios de iniciar a vida adulta. E, para fazer isso da forma mais eficiente possível, é preciso conhecer quais são os melhores investimentos para quem tem filhos.

Melhores investimentos para quem tem filhos: prazo

O primeiro passo, no entanto, antes mesmo de escolher o investimento, é definir claramente qual o objetivo dessa aplicação: pagar a faculdade? Colchão financeiro para o início da vida profissional? Ponto de partida para a futura aposentadoria dos filhos?

Essa informação se conjuga com a idade das “crianças” para dar uma ideia razoavelmente precisa de quanto tempo vai durar o investimento. Essa informação combinada com o seu perfil como investidor é o que vai definir a taxa de risco que você pode assumir.

Por exemplo, se o objetivo é faculdade e seus filhos já são adolescentes, o tempo é curto e correr risco não é indicado. Por outro lado, se eles ainda são pequenos ou se o dinheiro vai ser usado somente depois da universidade, há mais tempo e mais possibilidade de correr riscos.

Dito isso, vamos ver quais são os investimentos mais indicados para quem tem filhos e quer ajudá-los a ter um futuro mais tranquilo.

 

Melhores investimentos para quem tem filhos: tipos

Tesouro Direto

Considerado por muitos a melhor alternativa para substituir a Poupança em investimentos a longo prazo, o Tesouro Direto é campeão de citações pelos analistas financeiros.

Isso se deve ao fato de que o Tesouro Direto é uma aplicação em que se empresta dinheiro ao Estado brasileiro por meio da compra de títulos públicos, com garantia do Tesouro Nacional, o que diminui muito a chance de inadimplência ou qualquer outro problema para receber o valor devido.

Uma das principais vantagens do Tesouro Direto é que existe uma variedade grande de títulos, o que facilita encontrar um que se adéque ao que você necessita, com base em três fatores: rendimento, tempo de aplicação e valor mínimo para investimento.

Em relação ao rendimento, por exemplo, há o Tesouro Selic, que remunera com base na taxa básica de juros definida pelo Banco Central (Selic) e o Tesouro IPCA+, que se baseia na inflação acrescida de uma taxa de juros definida no ato da aplicação.

Definido o tipo de rendimento, o próximo passo é escolher o vencimento do título. Há modalidades com prazos de resgate que variam de um ano a décadas. Essa escolha precisa ser feita de maneira prudente e bem pensada, pois o resgate prematuro pode gerar perdas. Por outro lado, aplicações com dois anos de duração para cima pagam uma taxa menor de Imposto de Renda no resgate: 15%.

Um dos melhores títulos do portfólio do Tesouro Direto é o Tesouro IPCA + 2035 (NTNB Principal), que garante a reposição da inflação mais uma boa taxa de rentabilidade e tem o valor mínimo de investimento baixo. No entanto, observe que o nome do título indica que o resgate é para o ano de 2035.

Ações

O mercado de ações é outro investimento muito adequado para quem tem o tempo a seu lado e quer deixar o dinheiro aplicado por prazos mais longos.

O funcionamento desse mercado, em linhas gerais, já é bem conhecido da maioria das pessoas: compram-se ações de empresas com bom desempenho e estabilidade financeira e, ao longo do tempo, esse papel vai se valorizando, além de ser possível receber dividendos anuais com base nos lucros obtidos pela companhia no período.

Com o passar do tempo e com maior conhecimento do mercado, o investidor normalmente se sente mais à vontade para entrar na roda do mercado financeiro, comprando (na baixa) e vendendo (na alta) ações em que enxergar potencial de crescimento. Esse procedimento se torna bem mais fácil e seguro com apoio de profissionais especializados de confiança.

Uma das boas dicas que eles costumam dar é investir em fundos de ações, compostos por papéis de várias empresas. Isso evita o trabalho (e o risco) de pesquisar entre as muitas possibilidades e escolher uma que pague dividendos. Outra boa prática indicada é investir constantemente para que, no longo prazo, o volume gerado proporcione um retorno significativo.

Quando estiver chegando o momento em que você for usar o dinheiro, mais ou menos uns três anos antes, escolha um bom momento (de alta) para vender seus títulos e aplique em renda fixa para evitar o risco de, mais à frente, ter de fazer isso em um momento de baixa do mercado.

Certificados de Depósito Bancário (CDBs)

Indicados para quem tem valores altos para aplicar, os CDBs são opção muito segura. Trata-se de um título de renda fixa emitido pelos bancos para captar recursos que financiam parte de suas atividades. É como se fosse um “empréstimo” que você faz à instituição financeira.

Uma das principais razões para a segurança dos CDBs é que, até o limite de R$ 250 mil, o seu investimento está sob proteção do Fundo Garantidor de Crédito, afastando a possibilidade de que você perca o dinheiro em caso de crise na instituição.

Outra vantagem dessa aplicação é sua liquidez, que pode ser até diária, dependendo do tipo de CDB que você comprar.

O investimento inicial é alto, como dito acima, e costuma girar em torno de R$ 10 mil, mas os títulos com os melhores rendimentos estão disponíveis para quem pode aplicar acima de R$ 50 mil.

O rendimento dos CDBs está atrelado a um índice chamado Certificado de Depósito Interbancário. Um CDB de alta rentabilidade pode pagar até 95% do valor do CDI. Os CDBs mais rentáveis são os emitidos pelos bancos menores, que têm maior necessidade de capitalização.

LCAs e LCIs

As Letras de Crédito Agrário (LCAs) e as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) são títulos emitidos pelos bancos, públicos e privados, para capitalizar o crédito para esses dois setores.

Investimentos conservadores, que têm como principal vantagem remunerar melhor do que a poupança e do que o CDB, além de não pagarem Imposto de Renda nem IOF, LCAs e LCIs também são cobertas pelo Fundo Garantidor de Crédito.

A desvantagem dessas letras, no entanto, é que o investimento mínimo é ainda maior do que os CDBs e a taxa de juros paga costuma ser menor, o que nem sempre as torna as melhores opções investimento. A liquidez pode ser diária, mas normalmente há um prazo mínimo de 60 dias (mas que pode ser maior) antes de se poder efetuar o primeiro saque.

Previdência privada

A Previdência Privada já foi mais popular e, nos últimos anos, ganhou certo status de “mau negócio”, quando comparada a outras formas de investimento. Isso, no entanto, não é necessariamente verdade.

Ela pode funcionar muito bem para investimentos de longo prazo desde que garantidas algumas condições: a taxa de administração não pode ser superior a 1% ao ano e deve ser negociada a isenção da taxa de carregamento.

Outra definição essencial é a modalidade. O PGBL faz sentido para quem faz declaração completa do Imposto de Renda em vez de simplificada.

O VGBL, por sua vez, cobra imposto somente nos rendimentos. Nesse caso, o investidor pode optar por dois modelos de tributação: regressivo e progressivo.

O regressivo é mais vantajoso para quem tiver um prazo de investimento superior a 10 anos, pois a alíquota cai de 35% para 10% nesse prazo. É bom lembrar que o IR é cobrado no modelo “First in first out” (FIFO), por isso, o investidor precisa ficar atento para a data da última aplicação. Ela é que será a referência para saber se, na data de resgate, já se passou o tempo necessário para obter a menor tributação.

Para quem sabe que vai ficar com dinheiro investido por pelo menos uma década, a partir daí, vai poder utilizá-lo. Portanto, a Previdência Privada continua sendo uma opção interessante de baixo investimento e segura.

Ficou mais claro para você agora quais são os melhores investimentos para quem tem filhos? Então, que tal compartilhar essa informação com seus amigos nas redes sociais? Com certeza, será útil para eles também.

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