piso para área externa

Pisos para área interna x externa: entenda as diferenças

Uma das etapas mais bacanas — mas não menos trabalhosa — envolvida no processo de construção de uma casa é a escolha dos pisos. Nem todo mundo sabe, mas há diferenças entre o piso para área externa e interna. Não são a mesma coisa e, nessa hora, o melhor é equilibrar a funcionalidade, a decoração e o orçamento. Afinal, este item responde por grande parte do custo da obra.

Mas, ao mesmo tempo em que podem representar um custo elevado, sabe-se também que acabamentos de alto padrão valorizam o imóvel no mercado imobiliário. Ou seja, a dica é pesquisar bastante para não errar!

Além de acertar na escolha do tipo de material usado e manter os custos dentro do orçamento, muita gente se preocupa também com a harmonia visual dos ambientes e o efeito estético que os pisos vão causar nas áreas da residência — sejam elas internas ou externas.

Então, para você não cair em uma espiral de estresse com tantos pontos a considerar no processo de construção da sua casa, a solução é seguir as indicações para cada tipo de material e ambiente. Para conhecê-las detalhadamente e acertar na escolha dos revestimentos, acompanhe com atenção as nossas sugestões, no post abaixo!

1. Importância do ambiente para a construção do piso

Colocar um piso inadequado na sua casa pode levar a prejuízos financeiros, pois a durabilidade da obra fica comprometida e, mais dia, menos dia, será preciso trocá-lo. E como você já sabe, reformas geram altos gastos, consomem tempo, energia e podem causar uma grande dor de cabeça.

Por isso, é fundamental entender o tipo de material mais indicado para usar no piso daquele ambiente. Só assim você conseguirá acertar na escolha logo de cara e não terá problemas com reformas, mais adiante.

Não pense que, numa situação como essa, trocar apenas as peças avariadas é suficiente. Na maioria das vezes, mesmo quando pertencem à mesma linha, as diferenças de tonalidades ficam evidentes, por conta do desgaste natural sofrido pelas peças, com a ação do tempo.

O resultado é insatisfação na certa! Por mais bonita que seja a decoração da casa, não há beleza que resista a uma “gambiarra” evidente.

Existem resultados ainda piores do que os prejuízos financeiros e estéticos que podem ser gerados devido a instalação de um piso inadequado. É o tipo de erro que leva ao risco iminente de quedas diversas, que vão de tombos a acidentes mais sérios.

Isso sem falar no perigo que os impactos no chão representam à estrutura óssea das crianças (ainda em formação) e dos idosos (já fragilizada). Trata-se, portanto, também de uma questão de segurança.

Basta refletir um pouco para perceber que uma casa segura começa com a escolha consciente dos pisos.

2. Diferenças nas especificações técnicas dos pisos

Para ajudar nas escolhas, os pisos são classificados de acordo com a resistência ao desgaste. A informação vem impressa nas embalagens, por meio de códigos. Estes dizem respeito às camadas de acabamento que as peças receberam no processo de fabricação. Quanto mais camadas, menos suas superfícies sentem as abrasões do dia a dia.

Na prática, os códigos servem para orientar o tipo de uso para o qual cada piso é adequado. A classificação PEI 0, por exemplo, significa que tem baixíssima resistência, sendo exclusivo ao emprego em paredes. Veja as demais abaixo:

2.1. PEI 1

Pisos de baixa resistência à abrasão, sendo usados, preferencialmente, em paredes ou em locais onde se ande descalço, como dormitórios. São contraindicados para ambientes em que é preciso fazer limpezas constantes.

Uma boa dica é observar os versos das lajotas, pois quanto mais avermelhados, maior o uso de barro e menor a resistência.

2.2. PEI 2

Têm resistência moderada e também são indicados para o uso como revestimento em paredes. Se colocados no chão, tendem a descascar com facilidade.

São muito empregados como parte da decoração, podendo compor cantinhos charmosos em terraços gourmet, por exemplo.

2.3. PEI 3

De resistência intermediária, são muito comuns, tamanha a sua aplicabilidade na construção civil com bom custo-benefício. Para quem mora em apartamento, trata-se de uma escolha sempre presente.

São recomendados para a colocação em áreas internas, desde que restritas ao tráfego de pessoas. Ou seja, nada de usá-los em garagens, mesmo que sejam cobertas. É importante evitar sujeiras abrasivas.

2.4. PEI 4

Esses possuem elevado grau de resistência, pois receberam várias camadas de acabamento, podendo ser usados tanto dentro quanto fora de casa.

São indicados, inclusive, para o uso em garagens residenciais, pois aguentam o entra e sai dos automóveis da família.

2.5. PEI 5

Além da elevada resistência, esse tipo de piso tem pequenas ranhuras na superfície, cuja função é aumentar o atrito.

Com altíssima resistência às abrasões, essas peças são ideais para o uso em áreas de grande circulação, inclusive em rampas, pois oferecem mais segurança em dias de chuva.

3. Como escolher o piso ideal para cada local da casa

Na hora de eleger os pisos, reserve um tempo para refletir: o jeito mais simples e eficaz para acertar nas escolhas é analisar os usos, caso a caso.

Por exemplo: no quarto das crianças, pode ser bom instalar um tipo de piso que ofereça conforto térmico, para permitir que brinquem no chão, por exemplo. Nesse caso, é interessante também que o material não manche com facilidade e seja prático de limpar, para facilitar a manutenção.

Uma vez analisadas as questões comportamentais, referentes a todos os ambientes e estilos de vida dos respectivos usuários, parta para as considerações técnicas.

Continue por etapas: veja quais setores exigem pisos antiderrapantes, o que varia em função da quantidade de áreas molhadas; se é necessário adquirir pisos atérmicos, indispensáveis no caso de uma casa com piscina etc.

Faça uma lista com os requisitos que os pisos precisam atender e leve-a com você no dia em que for fazer as compras.

4. Como economizar e tirar proveito da escolha dos pisos

Internamente, uma maneira elegante de economizar, dar a impressão de que os ambientes são maiores e, ao mesmo tempo, não errar na combinação de padrões, é usar um único piso em todas as áreas secas da casa.

Em um imóvel cuja planta arquitetônica privilegie ambientes integrados, trata-se de uma estratégia quase instintiva.

Entre as opções de modelos existentes no mercado, escolha um que agrade o gosto da família, apresente harmonia com a arquitetura da casa, seja funcional para o uso no dia a dia e caiba no orçamento.

Para facilitar, tenha em mente que um projeto contemporâneo pede revestimentos com design contemporâneos; um projeto clássico, pede clássicos; um rústico, pede rústicos etc.

5. Características gerais do piso para área interna

A característica de cada ambiente é um dos principais fatores na escolha dos pisos. Os cômodos internos se dividem em secos, como salas, quartos, corredores, escritório, lavabo, entre outros; e molhados, como banheiros, cozinha e lavanderia.

5.1. Espaços secos e privativos

Dentro de casa, o fluxo de pessoas tende a ser mais baixo, especialmente nos dormitórios e nas alas íntimas — reservadas, basicamente, ao uso dos moradores em momentos de relaxamento.

Esses locais costumam receber pisos considerados quentes, os quais são mais confortáveis para caminhar com os pés descalços, especialmente em regiões de clima frio. Uma sugestão com bom custo-benefício são os pisos do tipo laminados.

Se a ideia for melhorar a capacidade acústica, aposte nos bons e velhos carpetes — os quais ficam esteticamente interessantes em salas de cinema, completando o visual.

Além disso, carpetes amortecem quedas e não deixam os barulhos dos saltos dos calçados ecoarem. Prefira modelos antialérgicos, mas se você mora em regiões com clima úmido, descarte a possibilidade, pois esse tipo de material pode juntar mofo com muita facilidade e trazer mau cheiro ao ambiente.

5.2. Espaços secos e sociais

Nas áreas secas, mas com fluxo de pessoas intenso, pode-se optar pelos pisos do tipo vinílicos, cuja instalação é bastante prática: ela é feita por meio de um sistema de encaixe, o que dá a esse material um diferencial.

Com padrões semelhantes à madeira, trata-se de uma opção mais sustentável (à base de PVC) e que oferece conforto térmico, além de absorver ruídos e dificilmente riscar ou manchar (a limpeza pode ser feita com um pano úmido).

Pisos vinílicos são ideais para a aplicação em espaços de uso coletivo, como o hall de entrada, a sala de estar e naquelas áreas idealizadas para receber os amigos, em que o revestimento precisa ser mais resistente.

Já os assoalhos de madeira (tratada com verniz impermeabilizante) e tacos (que conferem um ar retrô à decoração) são lindos e duráveis, desde que protegidos do contato com a água e da insolação. Do contrário, deterioram-se e o processo de recuperação é bem custoso.

Quem mora em uma região em que o frio não é um problema, pode optar por pisos frios, escolhendo entre materiais como porcelanatos, cerâmicas e pedras, ou mármores e granitos.

5.3 Áreas molhadas

Para não ter problemas devido o contato direto com a água, nas áreas da cozinha, em banheiros e na lavanderia, você deve optar por pisos frios e com acabamento antiderrapante. No caso das pedras naturais, como mármores e granitos, o recomendado é usá-las na forma bruta, isto é, sem polimento.

Em espaços em que há o manuseio frequente de alimentos e bebidas, deve-se tomar um cuidado extra com a escolha do piso, pois, dependendo do tipo escolhido, o produto derramado pode vir a manchá-lo.

Na cozinha, é importante que os pisos sejam resistentes, para evitar que se quebrem facilmente com a queda de objetos. Porcelanatos são boas opções, assim como granitos (que são menos porosos que os mármores).

Nos banheiros, a prioridade é a capacidade de ser antiderrapante, não importa se a escolha for por pisos cerâmicos, porcelanatos ou pedras sem polimento.

Para deixar a lavanderia com um visual mais divertido, pode-se colar uma manta vinílica (à base de PVC). Como a peça não tem junções, isso permite sua aplicação em áreas úmidas. O destaque, nesse caso, fica por conta da variedade de cores e estampas.

6. Características gerais do piso para área externa

Os pisos colocados na parte externa das residências precisam oferecer um mix de qualidades ainda mais completo do que aqueles que foram usados internamente. Confira os principais a seguir!

6.1. Áreas cobertas

Nas áreas externas cobertas, como no terraço gourmet, os pisos precisam ser antimanchas, devido aos respingos de gorduras.

Além dos porcelanatos e cerâmicas, ladrilhos hidráulicos ficam lindos no espaço (conferindo um ar personalizado, graças às estampas variadas) e, assim como as pastilhas, podem ser usados tanto em pisos quanto em paredes.

Entre as pedras, os granitos são indicados pela boa resistência e baixa absorção. Já a ardósia é uma opção barata, mas exige a aplicação periódica da cera. Ambos podem escurecer o ambiente, por isso devem ser usados apenas em locais bem iluminados.

Em garagens cobertas, os pisos necessitam ser resistentes ao peso dos automóveis e às manchas de óleo, de graxa, das borrachas dos pneus etc. Cerâmicas e porcelanatos são indicados para áreas de alto tráfego.

Uma alternativa moderna para as garagens e quintais é a resina epóxi, que pode ser aplicada facilmente sobre outros revestimentos, renovando o visual dos espaços.

Trata-se de uma mistura de resina (disponível em diversas cores) que forma uma superfície sem junções e com acabamento brilhoso, facilitando a limpeza.

Outra opção são os pisos emborrachados, dispostos em placas e ideais para prevenir quedas. Se a ideia for economizar ao máximo, também é possível deixar a garagem apenas no contrapiso (mas devido à rusticidade dessa opção, a limpeza da área se tornará um tanto difícil).

6.2. Áreas descobertas

Nas áreas externas descobertas, os pisos têm de ser, no mínimo, resistentes às intempéries. No entorno da piscina, por exemplo, é indispensável que sejam, ainda, atérmicos e antiderrapantes. Uma boa opção é o uso de porcelanato esmaltado.

Pode-se usar também pedras brutas, como Miracema, Hijau, São Tomé, Goiás, Mineira, entre outras. Se preferir, use granito ou mármore apicoados.

Para compor um deque de madeira (de Ipê, Cumaru, Itaúba, entre outras), é preciso que as tábuas tenham recebido tratamento para ser expostas ao intemperismo.

Pisos cimentícios podem substituir pedras e madeiras, pois além de serem antiderrapantes e atérmicos, conseguem imitar suas texturas com perfeição.

Outra sugestão são tijolos, desde que recebam a aplicação de uma camada de resina, para protegê-los das intempéries e diminuir a porosidade (aumentando a resistência e evitando manchas).

Já em quintais descobertos, os pisos têm de ser resistentes ao peso dos carros e à ação das intempéries, bem como impermeáveis, para não manchar facilmente (seja pelo derramamento de óleo, seja pela urina dos animais de estimaçãoetc.).

Também devem ser antiderrapantes, para garantir a segurança nas brincadeiras das crianças e para viabilizar a prática esportiva. Pisos cimentícios cumprem bem essas funções.

Uma alternativa mais rústica são os pisos intertravados, feitos de concreto. Drenantes, diferenciam-se por permitir a passagem da água para o solo, evitando a formação de poças. São encontrados em formas sextavadas, retangulares, entre outras.

Já nos jardins, as escolhas se dão entre pisantes que sejam resistentes à exposição direta ao sol e à chuva, estáveis de maneira que possam ser dispostos sobre gramados sem ficarem bambos e, mais uma vez, antiderrapantes.

Para criar um caminho que conduza à horta sem obstáculos, pode-se optar por dormentes de madeira tratada ou cimentícios entremeados por seixos brancos. Se preferir uma trilha mais sinuosa, pode-se usar pedras cortadas de maneira irregular.

7. Outros fatores que devem ser levados em consideração

As características climáticas das regiões, os tipos de solo e as condições atmosféricas também interferem na escolha dos pisos.

Esse é mais um dos motivos que reforçam a importância de regularizar a obra. Apenas engenheiros e arquitetos têm conhecimento para indicar quais estruturas, bem como os revestimentos, são adequados às especificidades de cada terreno.

De maneira geral, em locais de clima úmido, pisos frios são mais indicados (por serem mais resistentes à absorção de água). Destacam-se os porcelanatos e as cerâmicas.

Em regiões litorâneas, é preciso que os pisos sejam resistentes, principalmente à abrasão provocada pela areia trazida nos calçados. Porcelanatos e cerâmicas são boas opções, com a vantagem extra de serem fáceis de limpar e não esquentarem.

Já nas áreas em que a chuva é escassa, o problema pode ser o acúmulo de pó. Para não ter trabalho, opte por porcelanatos e cerâmicas. Por serem pisos frios, eles são fáceis de limpar e ainda aliviam o calor.

Em localidades frias e secas, no entanto, indica-se o uso de revestimentos que tragam mais conforto térmico para dentro dos lares, como os chamados pisos quentes (principalmente assoalhos de madeira, pisos vinílicos, pisos laminados e carpetes).

8. Pisos mais utilizados

Uma boa construtora costuma entregar os empreendimentos com revestimentos de qualidade, devidamente adequados aos setores nos quais estão inseridos. No entanto, é comum que os proprietários queiram trocá-los, para personalizar o imóvel à sua maneira.

Afinal, assim como na moda, o universo da construção civil também tem suas tendências. Veja abaixo os tipos de pisos que têm se destacado em projetos arquitetônicos atualmente.

8.1. Porcelanatos

Possui excelente resistência e uma ampla gama de acabamentos e dimensões, sendo possível encontrá-lo em variações como retangulares ou quadrados, retificados ou com a borda arredondada, em tamanhos padrões ou em grandes formatos.

Trata-se de um produto pouco poroso, o que o impede de absorver água e, consequentemente, garante sua maior durabilidade perante os outros tipos de materiais. A facilidade na limpeza, comum aos pisos frios, também merece destaque.

Com relação aos acabamentos, os porcelanatos podem ser:

  • polidos: recebem uma camada de polimento e, por isso, têm mais brilho, se tornando mais resistentes a agressões. Por outro lado, são lisos, sendo indicados para ambientes internos e secos;

  • esmaltados: são aqueles cujas peças recebem uma camada de esmalte, a qual as deixam mais difíceis de manchar, independentemente de terem brilho ou não;

  • acetinados: têm acabamento fosco, sendo mais indicados para áreas molhadas e ambientes de fluxo intenso, por serem mais resistentes a arranhões;

  • naturais: menos escorregadios, sendo indicados para áreas abertas. Peças com índice PEI 4 ou PEI 5 são mais resistentes à abrasão e, por isso, indicadas para locais com fluxo intenso de pessoas e/ou expostas à ação do tempo.

8.2. Laminados de madeira

Os laminados de madeira são chapas revestidas de fórmica (à base de madeira de reflorestamento) e inspiradas nos tradicionais carpetes de madeira, mas com custo inferior.

Podem ser instalados somente em ambientes internos e em cômodos secos. A colocação é simples e feita de maneira rápida, ainda mais pelo fato de que não exigem acabamentos, como rejuntes.

Materiais com o sistema click permitem o encaixe das peças (sem sujeira), as quais são dispostas sobre mantas de polietileno, cuja função é protegê-las da umidade. Não é preciso, sequer, remover os pisos antigos para colocá-las.

Entre seus diferenciais, destaca-se o conforto termoacústico. Antialérgico, basta fazer a manutenção corretamente para que durem por bastante tempo, sendo que a limpeza deve ser feita apenas com panos úmidos.

8.3. Pisos cerâmicos

Assim como os porcelanatos, os cerâmicos são pisos frios disponíveis em vários tipos de acabamentos, tamanhos e texturas. A praticidade na limpeza merece ser mencionada, bastando o uso de um pano úmido para a sua manutenção.

Podem ser dispostos tanto interna quanto externamente, mas em áreas molhadas é necessário procurar por versões antiderrapantes.

Porém, por serem mais porosos, não apresentam a mesma impermeabilidade à absorção de água que os porcelanatos, o que os tornam menos resistentes e sujeitos a lascar ou, até mesmo, quebrar em decorrência da queda de objetos mais pesados.

8.4. Pisos cimentados

Obtidos por meio de uma técnica antiga, chamada de cimento queimado, são inteiriços e podem ser usados dentro e fora das casas, preferencialmente em áreas secas.

Ainda que seja um piso rústico, contar com a habilidade de um profissional na execução da técnica garante resultado mais bonito e diminui o risco do aparecimento de manchas e fissuras futuras.

Para fazer o cimento queimado, o chão precisa estar liso e bem nivelado. A durabilidade depende da aplicação de uma resina acrílica sobre a superfície ainda úmida.

Trata-se de uma alternativa bastante acessível. Porém, como voltou à moda, é possível encontrar porcelanatos com acabamento de piso queimado — ótima opção para quem não se importa em pagar mais em troca de um melhor custo-benefício.

Por falar em cimento, vale a pena lembrar o clássico granilite. Trata-se de uma mistura de cimento com pedaços pequenos de pedras, o que proporciona acabamento rústico, levemente áspero e com diversas opções de tonalidades. Existem duas versões:

  • granilite polido: impermeabilizado e com acabamento brilhoso, ideal para o uso em áreas secas, como salas;

  • granilite fulget (fulgê): impermeabilizado, mas com acabamento rústico, o que possibilita o uso em áreas molhadas, como cozinhas.

Ao contrário do cimento queimado, a técnica do granilite é mais cara. A boa notícia é que esse piso que permite o restauro por partes, conforme for necessário ao longo dos anos. Além disso, também existem porcelanatos que imitam o padrão de granilite.

9. Como combinar os pisos

Um dos grandes mistérios na hora de definir os pisos é a combinação das peças. Afinal, encontrar o equilíbrio é o que vai garantir o toque final da decoração. Por isso, veremos a seguir algumas dicas de como combinar cores, estampas e texturas dos pisos para áreas externas e internas.

9.1. Harmonize os materiais

É quase como pensar em uma produção de moda. Só que no lugar de combinar as roupas do armário, você terá de entender como alguns materiais podem dialogar.

A madeira e o tijolinho maciço costumam formar uma dupla eficiente na decoração, criando um efeito visual rústico para qualquer área.

Para espaços que pedem texturas mais discretas, uma boa opção são as pedras naturais e o gesso. Você pode explorar um ar mais lúdico ao ambiente usando o gesso para criar desenhos e outros detalhes nos tetos e paredes.

9.2. Defina uma paleta de cores

Para não errar feio, pense cuidadosamente nas cores que você deseja utilizar em cada ambiente.

Se você pretende, por exemplo, colorir uma superfície grande, defina a cor dessa base e, em seguida, pense em tonalidades e texturas que harmonizem com essa escolha. Mas se preferir não arriscar, invista em uma paleta de cores neutras, que costumam incluir variações de bege, marrom, cinza e creme. Essas tonalidades vão bem com materiais naturais, como pedras, madeira e fibra.

Pisos claros promovem uma sensação de amplitude à área, especialmente quando a casa tem uma boa fonte de luz natural. Dão um ar mais aconchegante e iluminado ao projeto.

Já os pisos escuros são menos versáteis. Dependendo do revestimento escolhido, esse tipo de piso oferece um leque variado de composições decorativas. Devem ser usados em cômodos específicos e jamais na casa toda, pois causam a impressão de reduzir o espaço.

Por fim, tenha atenção na escolha dos profissionais, pois caberá a eles avaliar as possibilidades de aplicações dos pisos que serão usados tanto nas áreas internas quanto externas. Entre diversos fatores a serem considerados, eles terão de analisar o material escolhido em função das condições do solo, além de assumir a responsabilidade por acertar os nivelamentos, as espessuras dos rejuntes etc.

Para que tudo saia conforme o planejado e o resultado fique do jeito que sua família sonhou (sem que você perca o controle do orçamento), o segredo é fazer as escolhas de maneira consciente, conhecendo os prós e contras dos diferentes tipos de piso para área externa existentes no mercado. Se precisar de ajuda nesta ou em outras questões, entre em contatoconosco!