6 dicas essenciais de planejamento para quem quer comprar o segundo imóvel

6 dicas essenciais de planejamento para quem quer comprar o segundo imóvel

O mercado imobiliário é um ótimo destino para o dinheiro de quem está em busca de segurança patrimonial. Por isso, é muito comum as pessoas partirem para a compra de um segundo imóvel sem se desfazerem do primeiro, o que é uma excelente ideia. Quem age dessa forma consegue aumentar o próprio patrimônio e ainda obtém uma renda extra com o aluguel, o que é sempre conveniente.

Contudo, para que a compra do segundo imóvel seja bem-sucedida, a pessoa precisa se organizar, a fim de fazer um bom planejamento. Pensando nisso, nós preparamos este artigo no qual apresentaremos seis dicas imbatíveis que ajudarão bastante a quem deseja comprar o segundo imóvel.

Confira!

1. Compreenda claramente as suas finanças

Na hora de pensar em investimentos de grande porte, como são os imobiliários, é indispensável conhecer detalhadamente como anda a própria situação financeira. Nesse sentido, além de fazer um levantamento das economias existentes, também é importante levantar o fluxo do caixa da família. Com essa atitude, será possível compreender claramente o orçamento familiar e perceber quais são os recursos disponíveis para a compra do segundo imóvel.

Nesse sentido, a elaboração de uma planilha ajudará muito para que você compreenda como estão as suas finanças. Como você faria em um livro de caixa, na planilha você deve anotar todos os créditos que entram no seu caixa familiar — com salários e dividendos, entre outras fontes de renda — e todas as despesas existentes — escola das crianças, lazer, supermercado etc.

O ideal é que a diferença entre a somatória dos créditos e a somatória dos débitos seja positiva e que tenha um bom saldo a seu favor no fim do mês. Contudo, se ela zerar ou for negativa, ligue o sinal de alerta e se concentre com atenção ainda maior na segunda dica.

2. Economize

Mesmo que as suas economias disponíveis sejam suficientes para fazer o pagamento à vista do segundo imóvel, convém economizar. Afinal, como a compra retirará um valor considerável das suas reservas, é importante pensar na reposição o mais breve o quanto for possível.

Para economizar, é claro, você deve cortar as despesas supérfluas e fazer um controle das que são indispensáveis. Sendo assim, aqueles gastos com luxos desnecessários podem ser completamente eliminados, ao mesmo tempo que as despesas obrigatórias, como água e energia elétrica, podem ser reguladas.

Vale ressaltar que mesmo as pequenas economias são importantes. Ainda que elas não representem grande valor financeiro e que não tenham verdadeiro significado monetário, elas ajudam a criar uma cultura de economia, o que é ótimo. Inclusive para envolver a família com o projeto de compra do segundo imóvel.

Contudo, é importante destacar que economizar não precisa significar, necessariamente, a redução no padrão de vida da família e nem é recomendável que seja assim. Portanto, preserve os bons momentos de lazer, eliminando somente aquilo que realmente não fará falta.

Isso, é claro, se o seu orçamento estiver no positivo. Se estiver muito justo ou estiver no negativo, realmente os sacrifícios maiores serão indispensáveis.

3. Estude as condições de pagamento do segundo imóvel

A partir do momento em que você já sabe qual o tamanho das suas reservas e qual o saldo existente no seu orçamento no fim do mês, você deve partir para a análise das condições de pagamento do segundo imóvel.

Se você precisar recorrer a uma compra parcelada, o ideal é que você procure comprar imóveis de incorporadoras sólidas que sejam capazes de oferecer segurança comprovada à negociação e também condições de pagamento facilitadas.

Na análise das condições de pagamento, observe quais são os índices de reajuste e se há a cobrança de juros.

4. Analise as modalidades de financiamento

O crédito imobiliário é uma ótima alternativa para quem deseja adquirir um imóvel, mas não dispõe de toda a quantia para fazer o pagamento à vista ou que prefere não mexer no próprio capital. Com os recursos do banco, é possível comprar o segundo imóvel. Com o aluguel dele mesmo ou então do primeiro imóvel, se houver a escolha de mudança, será possível pagar integralmente ou parte das parcelas do crédito imobiliário, o que é ótimo.

São várias as possibilidades de financiamento imobiliário, mas nós destacamos aqui as duas principais. A primeira é concedida no âmbito do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e é destinada a imóveis residenciais com valor máximo de R$ 1,5 milhão. Os juros são limitados a 12% ao ano, com prazo de até 420 meses para pagar. É importante analisar as restrições ao crédito que podem existir no uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para o pagamento de um segundo imóvel.

Os bancos também trabalham com o Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), que se destina a financiar imóveis com valores acima do limite imposto para o SFH. As taxas de juros são as de mercado, considerando que os recursos do SFI não são públicos, como são os do SFH.

Nos dois casos, o relacionamento do mutuário com a instituição financeira será determinante de uma série de fatores relacionados aos juros e também à facilidade de concessão do crédito. Por isso, é indispensável que você tenha uma boa conversa com o gerente do seu banco, que lhe dará todas as orientações sobre o financiamento que ele pode lhe conceder.

No seu banco ou em uma administradora, você também encontrará o consórcio imobiliário que é uma linha de crédito que vem sendo cada vez mais utilizada por quem deseja comprar um segundo imóvel. Considerando que a adesão ao consórcio dispensa burocracias e não depende da análise de cadastro, ele pode ser muito interessante. Mais ainda se for considerado o fato de não haver cobrança de juros sobre as parcelas dos consórcios.

Contudo, é importante destacar que se a pessoa não for sorteada no consórcio e não tiver dinheiro para dar um lance vencedor ela terá de aguardar até o encerramento do grupo para receber a carta de crédito, o que levará vários anos.

5. Escolha uma boa localização

Tenha muita atenção na hora de escolher a localização do seu segundo imóvel, principalmente se ele for servir como moradia para você e para a sua família. Nesse sentido, é importante buscar por um local seguro, com vizinhança de padrão equivalente ao seu e com características ambientais que sejam capazes de proporcionar uma boa qualidade de vida.

Nesse aspecto, vale destacar que as zonas de expansão da sua cidade contam com um ótimo potencial de valorização, sobretudo considerando as rápidas mudanças que se processam nas cidades.

São vários os exemplos de zonas de expansão que se tornaram regiões urbanas centrais altamente desenvolvidas — por exemplo, a Barra da Tijuca, no Rio, e Piatã, em Salvador — e que se traduziram em ótimos investimentos.

 

6. Valorize o aspecto patrimonial

Por fim, vale destacar que os aspectos patrimoniais precisam ser considerados com muita atenção na hora da escolha do segundo imóvel. Sendo assim, prefira adquirir um imóvel com boa perspectiva de valorização e que seja capaz de oferecer uma ótima relação entre o custo da compra e os benefícios que ela será capaz de proporcionar.

Nesse sentido, convém fazer uma referência especial às áreas de expansão urbana cujas oportunidades de investimento na atualidade oferecem boas perspectivas de valorização a médio e longo prazo, o que é muito importante pela perspectiva patrimonial.

Agora que você já sabe o que considerar na compra do segundo imóvel, assine nossa newsletter e continue recebendo as nossas novidades!

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