O que mais estressa na rotina de quem vive em centros urbanos?

O que mais estressa na rotina de quem vive em centros urbanos?

Viver em uma grande cidade tem suas vantagens, mas também há um preço a se pegar. E não estamos falando do valor do aluguel. Das desvantagens de morar na zona urbana, uma delas é o mal que traz à nossa saúde.

O estresse é uma doença da vida moderna, mas ela chegou para ficar. Silenciosa e sorrateira, essa doença surge para nos afetar física, psicológica e socialmente.

Quem vive em uma rotina agitada está mais propenso a sofrer com o estresse. Por isso, listamos os fatores que mais causam esse mal. Descubra, no nosso post, os 5 aspectos que mais causam irritação na rotina de quem vive em centros urbanos.

1. O custo de vida e gastos elevados dos centros urbanos

Morar em uma cidade grande tem muitas vantagens: variedades de restaurantes, opções diversas de entretenimento, acesso a eventos que geralmente não passam pelas cidades menores etc.

Para aproveitar todas essas vantagens, o custo de vida se torna muito elevado, principalmente com a especulação imobiliária dos últimos anos.

Nem todos os bairros de um centro urbano são aprazíveis para viver, ou até mesmo seguros.

Além disso, boas escolas não são fáceis de encontrar, e sabemos que as melhores estão localizadas nos bairros onde o aluguel é mais alto.

Alimentação também é outro fator que encarece o custo de vida. Apesar das muitas opções de mercado em uma cidade grande, muitas vezes o que temos perto de casa não oferece os preços mais atrativos, principalmente nos bairros de renda mais elevada.

Com tudo isso, é preciso uma renda elevada para se manter em uma zona urbana. O que nos leva a trabalhar mais, fazer hora extra, ou até mesmo buscar opções de tarefas que nos rendam um dinheiro a mais no fim do mês.

O trabalho em excesso nos deixa extenuados e, com o passar do tempo, o ritmo puxado de trabalho se reflete em cansaço físico e psicológico. E isso não acontece só no Brasil. No Canadá, uma cidade do interior está sofrendo superlotação por receber muitas pessoas que estão fugindo do custo elevado dos centros urbanos.

Trabalhar tanto para dar a melhor educação para os filhos, mas não ter disposição para ajudá-los nas tarefas de casa. Esforçar-se para manter uma residência com comodidades que mal desfruta. Não faz sentido, não é mesmo?

2. A neutralidade nas relações interpessoais

Você conhece todos os seus vizinhos? E por acaso já foi à casa de algum colega de trabalho?

Estamos sempre fazendo algo, ou olhando o celular e, muitas vezes, não aprofundamos nossas relações de amizade.

A vida nos centros urbanos nos distancia muito um dos outros e acaba deixando as pessoas mais isoladas. Isso causa solidão e consigo traz um aumento no número de pessoas com depressão.

3. A tecnologia e suas algemas

Antigamente, se combinássemos um horário com alguém na porta do cinema, não teria como desmarcar. E se precisássemos falar com alguém do trabalho depois do expediente, era por telefone (fixo) ou pessoalmente no dia seguinte.

A vida corria em um ritmo mais lento e as coisas se resolviam. Mas nada se mantém sempre igual. Hoje em dia, a tecnologia aumentou a velocidade de comunicação. Smartphone, redes sociais, aplicativos de mensagem instantânea. O imediatismo é a palavra do nosso tempo.

Ninguém mais espera horas por uma resposta. Quiçá minutos. Todos querem um retorno rápido. Quem tem o próprio negócio, ou trabalha de forma independente, sofre muito em precisar estar disponível 24h por dia para não perder nenhuma transação importante.

Isso nos coloca em alerta o tempo todo, o que sobrecarrega o sistema nervoso, gerando um dos problemas que mais causam estresse: a ansiedade.

A ânsia, ansiedade ou nervosismo, que pode virar um transtorno, traz problemas para a saúde física — gerando úlceras e outros males — e mental — causando dificuldade de concentração e até insônia.

Imagine isso somado à agitação dos centros urbanos?

4. A falta de tempo

O dia tem apenas 24 horas. Os médicos dizem que o ideal é que o ser humano durma oito horas por dia. A jornada de trabalho, normal, dura oito horas por dia. Se você não mora ao lado do trabalho, o que é bem comum nos centros urbanos, deve gastar, pelo menos, duas horas se deslocando todo dia.

Contando uma hora de almoço, mais uma gasta de manhã para tomar café e se arrumar, e mais uma à noite para jantar e se aprontar para dormir, sobram três horas do dia para você curtir sua família e até a própria companhia.

Mas se você trabalhar uma hora a mais no dia, sair durante o rush e gastar mais uma para chegar em casa, sobra apenas uma hora livre.

Não é muito, certo? E, provavelmente, a nossa conta foi muito otimista. Sabemos que para manter os custos de vida de uma zona urbana, acabamos trabalhando muito mais que oito horas diárias, e que o deslocamento entre casa e trabalho demora uma hora com muita sorte.

A vida nos grandes centros inverte a lógica das coisas, acabamos vivendo para trabalhar ao invés de trabalhar para viver.

 

5. O trânsito

Então, você mora em uma parte da cidade que parece ser bem prática e bem no meio da zona urbana. Para facilitar e ganhar tempo que, como vimos acima, é bem escasso, o deslocamento diário é feito de carro.

Mas provavelmente você não tem estacionamento em casa ou, quando tem, sempre tem um vizinho que estaciona travando a sua saída. O estresse já começa por aí. 

Claro, o carro é prático, muitos não querem depender dos transportes públicos nas cidades, até porque eles nem sempre servem bem ao cidadãos.

Enfrentar rodovias, marginais e ruas apinhadas de carros é um desafio equivalente a estar na selva. Enquanto você tenta mudar de faixa, alguém corta pelo outro lado. Uma moto surge do nada e quase arranca o retrovisor, enquanto isso o motorista do carro de trás buzina e faz sinal para que você siga adiante.

E depois de todo o dia cansativo, você volta para casa e tem dificuldades de achar vaga no prédio ou acaba parando no estacionamento que fica na outra rua.

O trânsito é a principal causa de estresse nos dias atuais. Segundo o IPEA, nos últimos 20 anos o tempo de deslocamento triplicou nos centros urbanos. Segundo um psicólogo da Universidade do Rio Grande do Norte, o estresse causado pelo trânsito deixa as pessoas menos tolerantes e mais agressivas.

Isso se reflete no nosso corpo diretamente, causando dores de cabeça, nas pernas e pescoço. Tudo isso aumenta os riscos de uma parada cardíaca.

Quem opta por morar nas zonas de expansão de Aracaju consegue amenizar bastante o estresse com o trânsito, por pegar menos vias congestionadas e também por dirigir margeando o mar na ida e volta para o trabalho.

As desvantagens de morar na zona urbana são desafiadoras, mas nós temos muitas dicas para que você possa ter mais qualidade de vida. Para saber mais como fugir do estresse e viver melhor, siga-nos no Facebook, InstagramLinkedIn, Twitter e YouTube.

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