6 ideias para construir a sua casa sustentável

6 ideias para construir a sua casa de forma sustentável

Preservar a vegetação existente no terreno, privilegiar uma arquitetura que dialogue com o entorno, aproveitando, ao máximo, a ventilação e a insolação naturais, além de exercer atitudes conscientes no dia a dia, são alguns dos pré-requisitos para um lar ser considerado ecologicamente correto.

Porém, para viver em uma casa sustentável de verdade, é preciso aplicar o conceito de sustentabilidade desde a concepção do projeto. Assim, é possível otimizar o uso racional dos recursos sem abrir mão de confortos e facilidades convenientes à qualidade de vida da família.

Para saber mais, continue a leitura do post e confira algumas alternativas para deixar seu imóvel em sintonia com o meio ambiente!

Quais são as vantagens de construir uma casa sustentável?

Além da preservação da natureza, algumas das vantagens diretas são a valorização do patrimônio imobiliário, o fim das preocupações com racionamentos e reajustes nas tarifas de energia elétrica e água, bem como a economia sentida ao longo do tempo.

Para se convencer, veja 6 tipos de estruturas que deixam seu lar imediatamente mais sustentável:

1. Telhado verde para diminuir a temperatura interna

É possível dispensar as telhas e cobrir a laje com uma camada vegetal, a qual melhora o conforto térmico da residência.

O tempo de instalação varia em função do grau de dificuldade e do tamanho do projeto. Em média, os profissionais necessitam de menos de uma semana para fazer a impermeabilização, planejar a drenagem, instalar o sistema de irrigação e, enfim, plantar as espécies rasteiras — as quais não apresentam raízes profundas.

Para evitar escorregões, o acesso, tanto para fazer a manutenção como para aproveitar a cobertura verde para relaxar e desfrutar de momentos de bem-estar, deve receber pisos antiderrapantes.

2. Painéis para gerar energia elétrica e aquecer a água

A radiação solar é uma fonte limpa, pois é renovável e não poluente. Para produzir a própria energia elétrica, deve-se aderir à geração distribuída, que, além de garantir o abastecimento ininterrupto do imóvel, reduz a conta de luz ao custo de disponibilidade, conforme determina a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Geralmente, os módulos fotovoltaicos são instalados nos telhados. Para o sistema funcionar, não é preciso que o dia esteja ensolarado, pois a energia é produzida por meio da radiação solar difusa.

Já para prover o aquecimento, é preciso instalar um tipo de painel que absorve a radiação para esquentar a água, especificamente. Uma vez atingida a temperatura ideal, o fluxo do sistema se encarrega de mantê-la.

Em poucos anos, todo o investimento feito na aquisição e instalação dos componentes para a geração de energia elétrica e para o aquecimento de água se paga. Para melhorar, a vida útil dos sistemas é longa e, sua manutenção, mínima.

3. Lâmpadas de LED para iluminar com mais economia

O uso do LED é essencial para a redução no consumo de energia elétrica, sendo um item complementar à instalação dos painéis para a geração de energia solar fotovoltaica.

Ecologicamente corretas, essas lâmpadas não têm metais pesados em sua composição, sendo predominantemente compostas de matérias-primas recicláveis.

Além disso, devido à boa durabilidade, geram menos lixo. A expectativa de vida é de mais de oito anos (estimando um uso de oito horas diárias). Mas para terem eficácia garantida, devem conter o selo de certificação do Inmetro na embalagem.

Para reduzir a necessidade de acender lâmpadas de dia, por mais eficientes que sejam, arquitetos optam cada vez mais por construções com janelas amplas, pés-direitos altos e grandes vãos, tirando proveito da luminosidade natural.

Ao entardecer, vale destacar que toda a energia consumida pelo LED se converte em luz, por isso a tecnologia não gera calor. Sem aquecer, torna-se mais agradável, inclusive, para o cultivo de plantas dentro de casa.

4. Irrigação automatizada para não errar nas regas

Um sistema de irrigação automatizada permite programar a frequência e a duração das regas de acordo com as condições climáticas e os tipos de espécies presentes em gramados e jardins. As válvulas podem, inclusive, ser setorizadas por hidrozonas.

Os tipos variam entre irrigação por microaspersão ou aspersão e irrigação por gotejamento subterrâneo ou gotejamento vertical.

No mercado, há desde tecnologias simples (como sensores de chuva) a dispositivos complexos, que estimam a umidade do solo e, só então, calibram o irrigador. Com isso, é possível acertar na quantidade de água oferecida sem desperdiçá-la.

Para serem ainda mais sustentáveis, os sistemas podem ser integrados a um reservatório abastecido com água pluvial.

5. Sistemas para captar e permitir a reutilização das águas

Não há motivo para desperdiçar a água tratada com as tarefas domésticas. Conectado à calha, um bom sistema de captação permite coletar a chuva (a qual é limpa, mas não potável) para o reaproveitamento na irrigação do jardim.

Ao mesmo tempo, indica-se instalar uma cisterna próxima à lavanderia e estocar a água ensaboada despejada pela máquina de lavar, a qual pode ser usada na limpeza dos pisos e para dar a descarga, por exemplo.

Lembre-se, também, de instalar redutores de vazão nas torneiras de toda a residência, pois eles permitem economizar água sem comprometer o jato.

6. Sistemas para tratar os rejeitos da cozinha e do banheiro

Ao lavar a louça, alguns resíduos podem descer pelo ralo. Para evitar problemas, instale uma caixa de gordura sob a pia da cozinha ou do espaço gourmet. O sistema retém os restos de óleo e evita que alcancem a rede de esgoto.

Se for construir uma fossa séptica (necessária em regiões sem saneamento básico), recomenda-se a inoculação de bactérias biodigestoras, as quais permitem que a decomposição do esgoto sanitário seja mais eficiente, eliminando o risco de contaminação do solo e dos lençóis freáticos.

Após a conclusão das obras, recomenda-se verificar o volume da fossa, pois o uso de solventes e produtos agressivos matam as bactérias, exigindo sua reintrodução. Para facilitar, há versões práticas, que podem ser despejadas nos vasos sanitários.

Qual é o custo de implantar os recursos sustentáveis?

Graças aos avanços das tecnologias e sua boa aceitação no mercado, o custo dos recursos em prol da sustentabilidade estão cada vez mais acessíveis, além de a diminuição nas contas de energia elétrica e de água compensar os investimentos.

Ao mesmo tempo, boa parte dos sistemas é automatizada, o que permite que sejam monitorados, em tempo real, via smartphone. Caso ocorra alguma anormalidade, o responsável é imediatamente comunicado, evitando maiores prejuízos.

 

Como fica a questão estética com a introdução desses sistemas?

As novas tecnologias reúnem eficiência e economia sem abrir mão do design, fazendo bonito em projetos arquitetônicos modernos.

De cisternas verticais (que ocupam menos espaço) até lâmpadas de LED cheias de estilo, com opção de tons quentes e frios, não há nada que seja feito em casas convencionais que não possa ser adaptado aos lares sustentáveis.

Agora que você conhece algumas das inúmeras possibilidades para viabilizar uma casa sustentável e, ao mesmo tempo, funcional e econômica, que tal encontrar um local perfeito para construir o imóvel dos seus sonhos?

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