Como o planejamento financeiro pode te ajudar a conquistar o imóvel dos sonhos? Veja aqui!

Como o planejamento financeiro pode te ajudar a conquistar o imóvel dos sonhos? Veja aqui!

Realizar seus objetivos, independentemente do tamanho deles, requer uma boa dose de organização. A falta de foco, a desorganização e a ausência de um plano podem tornar difícil o que deveria ser simples. Os sonhos mais ambiciosos, então, podem se tornar impossíveis para quem não liga e não se estrutura — especialmente, por meio do planejamento financeiro — para chegar aonde quer.

Neste texto, vamos mostrar como o maior sonho dos brasileiros, a aquisição do imóvel próprio, pode ser facilitado por meio de uma estratégia financeira, baseada em planejamento e organização dos recursos para fazê-los render o máximo possível.

Qual a importância do planejamento financeiro?

Adquirir qualquer bem que custe caro, isto é, dezenas de vezes o valor do seu rendimento mensal ou anual, é um enorme desafio. Para realizar algo assim, é indispensável aderir à prática de organizar as finanças pessoais em torno da realização desse sonho. É isso que chamamos de planejamento financeiro.

Fundamentado na disciplina, o planejamento vai exigir a execução de um rol de ações e controles em prol de metas por um longo período de tempo, ou seja, anos ou, dependendo do tamanho do seu objetivo, até mais de uma década.

O planejamento financeiro funciona como um mapa, que mostra as rotas possíveis que vão levá-lo de onde você está até onde você quer chegar, portanto, à realização de seu objetivo. Esses trajetos podem apontar para economia, esforço pessoal, trabalho, investimento e outras possibilidades de caminho a serem tomados.

Tanto tempo e complexidade, claro, não podem dar certo se estiverem a cargo de uma única pessoa. O planejamento financeiro será mais eficiente se abranger todos os que fazem parte desse sonho, afinal, um plano é, antes de tudo, familiar.

 

Como fazer um bom planejamento familiar?

Estamos de acordo que, para ser realmente bom, um planejamento precisa ser compartilhado por todos os membros da família. Esse é um campo em que o sucesso ou fracasso são coletivos. Se todos estiverem unidos em função de um mesmo objetivo, gastos e ganhos serão equilibrados de forma saudável, sem sobrecarregar apenas uma pessoa ou gerar desentendimentos.

Uma boa relação com o dinheiro implica ter um planejamento familiar das finanças até mesmo antes de se pensar em comprar um imóvel. O controle do orçamento feito continuamente impede que a família se endivide, possibilita o pagamento dos compromissos que surgirem e contribui para construir patrimônio em longo prazo. Por isso, se estende ao planejamento para comprar o segundo imóvel e outros posteriores, garantindo o futuro de todos, especialmente, o dos filhos.

Para a sua família se engajar e aderir de coração ao planejamento financeiro, eles precisam entender como funciona o ciclo de riqueza, composto por três passos: ganhar, guardar e investir.

O primeiro passo significa aumentar suas fontes de renda. O segundo se resume ao corte de custos. O que vai sobrar, isto é, o saldo entre ganhos e custos, proporciona as condições para que você possa alcançar o terceiro passo, que é investir o valor economizado para que ele alcance o melhor rendimento possível e comece a “trabalhar” para você.

Para facilitar o entendimento de como esses passos ocorrem no seu dia a dia e colocar seu planejamento em prática, adote os procedimentos a seguir:

  • agrupe ganhos e despesas
  • parta para negociar suas dívidas e não faça outras
  • reduza seus gastos e procure novas fontes de ganhos
  • poupe dinheiro
  • defina seus objetivos entre os de curto, médio e longo prazo
  • adote uma política de investimento que combine com os seus planos
  • procure ferramentas que possam ajudá-lo a se organizar.

Como montar o planejamento ideal?

Adotados esses procedimentos, que são mais gerais, o próximo passo é entender como se faz na prática um bom planejamento, isto é, quais são as melhores práticas para, primeiro, colocar no papel e, depois, trazer para a prática. Veja 10 dicas de como fazer isso.

1. Faça a distinção entre despesas fixas e variáveis

Os gastos fixos de uma família são referentes às despesas que ocorrem todos os meses, como as contas de água, condomínio, gás, telefone e outros serviços. Também entram na conta as despesas com alimentação, moradia e transporte.

Os custos variáveis são de naturezas diferentes, mas, normalmente, estão relacionados com o bem-estar geral das pessoas: vestuário, lazer, viagens e cuidados especiais com a saúde, entre outros. Em grande parte das vezes, esses gastos são opcionais e podem ser mais facilmente administrados.

Isso não significa, no entanto, que eles sejam desnecessários. Pelo contrário, muitos deles são importantes para manter a sua qualidade vida e da sua família. É preciso apenas que sejam administrados para não desequilibrarem o orçamento.

Há um consenso entre os consultores de finanças pessoais de que um bom planejamento familiar prevê um total de até 35% da renda em despesas variáveis, 50% para os custos e fixos e que os 15% restantes sejam destinados a investimentos. Claro que, quanto maior puder ser o percentual investido, melhor, mas essas proporções ajudam a ter uma referência da saúde das suas contas.

2. Entenda suas fontes de receita

Saber de onde vem seu dinheiro é fundamental. O que parece óbvio ganha complexidade quando a pessoa ou família tem várias fontes de renda, como trabalhos nas horas vagas, investimentos, aluguéis, venda de bens e outras maneiras de reforçar o orçamento. Garantir que o fluxo de entrada seja constante e com um bom volume é a base do bem-estar de sua família.

Ao organizar todas essas informações, você não apenas tem a clareza de com quanto dinheiro poderá contar a cada mês, como também analisa o quanto cada uma de suas atividades vem rendendo, abrindo a possibilidade de considerar se não há uma maneira melhor e mais proveitosa de empregar seu tempo e esforços.

3. Tenha clareza sobre os objetivos

As metas da família devem ser organizadas por prioridade e subdivididas entre as de curto (menos de seis meses), médio (entre seis meses e um ano) e longo (acima de um ano) prazo. Quanto maior a prioridade e a importância do objetivo, menor deve ser o prazo considerado para consegui-lo.

Pagar dívidas, por exemplo, sempre que possível, deve ser considerado um objetivo de curto prazo. Férias, reformas e outros planos que podem ser programados podem entrar no planejamento de médio e longo prazo.

4. Faça uma boa escolha de investimentos 

O dinheiro que você, com esforço, consegue poupar não deve ficar amarrado aos baixos rendimentos da poupança. Procure investimentos com maior rentabilidade e baixo risco.

Para os objetivos de curto e médio prazo, prefira os fundos com boa liquidez, isto é, com liquidação em até um mês ou produtos de renda fixa, mais facilmente resgatáveis. Para o longo prazo, é possível alcançar excelentes rendimentos em fundos com prazo maior, como os do Tesouro Direto.

5. Sempre que possível, pague à vista

Bens de consumo imediato, como as despesas de supermercado, devem ser pagos à vista, todas as vezes. Para compras maiores, pode-se avaliar o uso de cartão de crédito, desde que traga benefícios, como o acúmulo de milhas, ou possibilitem pequenos parcelamentos, sem juros, que ajudam a evitar que o seu caixa fique muito pressionado.

No entanto, o ideal mesmo é partir do princípio de que o melhor procedimento é sempre pagar à vista, obtendo descontos que não existem em opções a crédito. Negocie sempre, compre mais barato e evite fazer dívidas.

6. Saiba até onde vai seu padrão de vida

Em algumas épocas, como férias, final do ano ou algum outro mês em que a renda familiar aumenta consideravelmente, é normal gastar mais do que o habitual. O perigo é transformar a exceção em regra e fugir completamente do padrão de despesas que a sua renda permite manter.

Ao perceber que algo assim está acontecendo, pise no freio e traga o seu orçamento de volta para a realidade. Seu padrão de vida mais alto não pode ser mantido à custa de endividamento, pois, mais tarde, o preço será muito alto.

7. Pratique a educação financeira

A disciplina financeira só se torna possível quando a sua família passa a praticá-la por convicção. Em outras palavras, proibir gastos sem explicar o motivo para isso tem um efeito limitado. Educar financeiramente os seus familiares é o que vai garantir o sucesso do seu planejamento e ensiná-los que a disciplina financeira é uma das maneiras mais eficientes para realizar sonhos e projetos.

Entender que pequenos sacrifícios no presente contribuem para uma grande conquista em um futuro programado é o primeiro passo para ganhar autonomia financeira.

8. Aproveite a segurança do planejamento

Não existe planejamento perfeito. Haverá imprevistos, claro, mas é fato que, quanto mais se planeja, a chance de que eles ocorram diminui e pode chegar bem próxima a zero.

Contar com a segurança do planejamento familiar traz, portanto, o conforto excepcional de sentir-se preparado para todos os cenários e, mesmo quando algo de inesperado acontecer, poder lidar mais facilmente com as emergências e, se tudo correr conforme o esperado, que é a maior a possibilidade, colher as recompensas do seu esforço.

9. Evite erros primários

Existem armadilhas perigosas exatamente porque são comuns, frequentes e, por isso, tendemos a subestimá-las. A lógica empregada é que se tratam de coisas “que todo mundo faz”. O principal deles é não controlar os gastos menores que você faz no dia a dia. É necessário manter a disciplina.

Comprar por impulso é outra armadilha comum. Adquirir objetos porque estão em promoção ou em um momento de ansiedade é um erro. Por isso, evite ao máximo se colocar em situações em que haja essa tentação e, caso ela ocorra, resista.

10. Revise constantemente o planejamento

Por melhor que seja um planejamento financeiro familiar, ele sempre pode ser melhorado. É comum o seu contexto mudar: renda, necessidades e até os objetivos são alterados com a passagem do tempo. Portanto, sempre que houver esse tipo de alteração, seu planejamento deve estar pronto para responder, e isso só será possível se você revisá-lo periodicamente.

Como organizar despesas e receitas?

Ter um controle detalhado do seu fluxo de receitas e despesas é fundamental para que o seu planejamento familiar financeiro dê certo. Para começar, você deve definir como e onde você vai fazê-lo: numa planilha no computador, em caderno de anotações ou usando um software ou aplicativo especializado. Embora a última opção seja a mais indicada, o mais importante é que o controle seja feito, independentemente da ferramenta.

Estabelecido o controle, reserve um dia no mês para cuidar da sua organização financeira. Na sua planilha, caderno ou programa, determine seções específicas para despesas fixas, dívidas, pagamentos e gastos eventuais. Do mesmo modo, tenha campos para entradas como salário, recebimento de aluguéis e outras rendas complementares, assim como para ganhos eventuais.

O seu orçamento será uma consequência direta da relação entre entradas e despesas. Não se esqueça de que, para fazer patrimônio e seu planejamento funcionar de verdade, é preciso ter uma sobra para investir. Além de ser a base da construção do seu patrimônio, a reserva financeira permite que você enfrente situações de emergência sem ficar exposto, tendo que fazer grandes dívidas.

No processo de orçamento, liste todos os gastos que você tem por mês. Não deixe nada de fora: do cafezinho ao aluguel, coloque todos na conta e tenha clareza do quanto você gasta mensalmente.

Se, ao comparar seus gastos com suas receitas, você perceber que está no vermelho, é hora de analisar quais despesas podem ser cortadas, atribuindo prioridades a elas. Itens de lazer, por exemplo, embora também sejam importantes, têm menos relevância do que outros custos essenciais, como alimentação, saúde e moradia.

Também é importante verificar se um determinado item está consumindo uma grande porcentagem do seu orçamento: é possível que você esteja fazendo algo errado nesse campo.

Outro resultado do processo de organizar as contas deve ser a liquidação das dívidas. Veja o quanto precisa ser pago, defina um prazo e quite. Fuja de dívidas muito caras, como cheque especial e rotativo de cartão de crédito. Com tudo organizado, você liquida esses débitos e foge de outros.

Quais ferramentas podem ajudar nessa missão?

Por tudo que vimos até agora, fica claro que ter um planejamento familiar financeiro é indispensável, mas também está na cara que dá trabalho. Manter esse controle requer organização e demanda a atualização constante das informações.

Muita gente opta pelo uso de planilhas para gerenciar ganhos e despesas, mas elas estão longe de ser as opções mais práticas e modernas para isso. Hoje, é possível encontrar na internet e nas lojas de aplicativos para smartphones ferramentas que facilitam muito a sua rotina de planejamento financeiro.

Eles se destacam pela interface simplificada, pela integração com outros recursos, como o aplicativo do seu banco e pela qualidade dos relatórios apresentados. A seguir, listamos 5 opções.

1. GuiaBolso

GuiaBolso, literalmente, faz o trabalho sozinho. Basta permitir a integração dele ao seu internet banking: a partir daí, qualquer despesa feita no débito ou crédito é automaticamente computada e classificada pela natureza do gasto, construindo sua planilha de gastos. Caso necessário, você pode lançar manualmente alguma despesa ou receita que não passou pela sua conta bancária.

Além do controle de gastos, o GuiaBolso tem funções de monitoramento de CPF e de gestão de metas. O programa pode ser acessado pela Internet ou pelo aplicativo, disponível na App Store e na Google Play.

2. Orçamento Inteligente

Disponível para iOS, esse aplicativo se propõe a consolidar as planilhas de um grupo de pessoas para fazer um orçamento conjunto, ou seja, é bastante indicado para a família. O programa permite que as transações de todos os envolvidos sejam compartilhadas em tempo real, o que torna desnecessário reunir todo mundo presencialmente para fazer as contas do mês.

3. Mobills

Com um cadastro de despesas dividido por categorias e uma interface simplificada, o Mobills ajuda a controlar os custos, inclusive, com cartões de crédito, e fornece gráficos interativos. Um dos aplicativos mais usados do país, o Mobills também funciona para gerenciar metas e orçamento. Pode ser encontrado nas versões para Android e iOS, com planos gratuitos ou pagos.

4. Moni

Facilidade é o diferencial desse aplicativo. As despesas são registradas com o clique em um botão vermelho. Para as receitas, o mesmo é feito no botão verde. A cada lançamento, é possível inserir observações e comentários para contextualizar o registro.

5. Wally

No Wally, você só precisa entrar com seu salário e gastos. O aplicativo parte deles para calcular orçamentos diários, comparando o seu perfil com o de outras pessoas em termos de gestão financeira. O Wally também reconhece os estabelecimentos e fornece relatórios com a natureza dos seus gastos. Outra função interessante é o scanner, que permite digitalizar recibos, eliminando a necessidade de guardar cópias em papel.

Investir em imóveis vale a pena?

O mercado de imóveis não chega a ser uma montanha russa, mas tem suas fases e riscos. No entanto, pode-se dizer que não é por acaso que o investimento nesse tipo de patrimônio é um dos prediletos dos brasileiros. Essa preferência é derivada basicamente de três fatores: segurança, ganhos e variedade de opções.

No primeiro caso, podemos dizer que, hoje, a legislação brasileira é bastante protetiva quando o assunto é bens imóveis. Se a propriedade está devidamente registrada, a chance de perdê-la é muito baixa, exceto em caso de inadimplência de impostos e, mesmo assim, se for o seu único imóvel, ele será protegido de confiscos.

Também houve progressos na lei do inquilinato para quem quer alugar seu imóvel, como o estabelecimento de multas para caso de distrato em período inferiores ao previsto no contrato. Os prazos também aumentaram. Hoje, eles variam em torno de 30 meses.

Existe, por fim, segurança psicológica de ter no imóvel uma garantia de lugar para você e para sua família residirem, independentemente da conjuntura econômica e financeira. Outro fator importante na preferência por investir em imóveis são os ganhos, isto é, este é um patrimônio que, com o tempo, tende a se valorizar e trazer um excelente retorno financeiro.

Por fim, o mercado não está restrito a imóveis residenciais. A variedade de opções permite desenvolver estratégias de investimento que envolvam salas comerciais, lotes e até galpões. Isso possibilita diversificar a carteira, diluindo os riscos inerentes a qualquer tipo de aplicação.

O que levar em conta na compra de um imóvel?

Ao decidir pelo investimento em imóveis, é preciso prestar atenção em alguns fatores importantes. O primeiro é definir se o imóvel servirá como moradia para você e sua família ou se ele funcionará como um investimento.

Se for o caso de moradia e você pretende, por exemplo, montar o seu planejamento financeiro para construir uma casa, o item conforto ganha uma alta importância na escolha, afinal, ele vai influenciar a sua qualidade de vida e felicidade. Por outro lado, se o seu objetivo for investimento, o que interessa é o retorno financeiro em aluguel ou venda futura. Você precisa levar isso em conta ao decidir.

O tempo também é um fator para ser levado em conta. Nesse sentido, analisar o histórico e a tendência de valorização de imóveis na região em que você pretende investir é uma providência básica, perguntando-se se esse retorno supera as taxas da inflação e se ainda há margem para a valorização.

Pode ser que você descubra que existem opções mais interessantes disponíveis ou reforce a sua convicção de que está fazendo um bom negócio.

Onde entra o planejamento financeiro?

Seja para moradia, seja para investimento, comprar o imóvel que você deseja vai ser uma consequência da sua capacidade de planejamento. Quanto melhor ela for, mais rapidamente e com menos sofrimento você vai alcançar esse objetivo.

Uma família com um bom planejamento financeiro vai conseguir reunir o valor necessário e garantir as melhores condições para comprar o seu imóvel e, caso haja a necessidade de um esforço econômico extra, como o pagamento de uma mensalidade, será mais fácil absorver e dar conta do novo custo se já existe uma organização anterior.

Ao longo deste texto, explicamos o que é planejamento financeiro familiar e como executá-lo da maneira adequada para alcançar seus sonhos, como a compra de um imóvel. Se você chegou até aqui é porque está realmente interessado no assunto.

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