empreendimento sustentável

Empreendimento Sustentável: a nova tendência do mercado residencial.

Sustentabilidade se tornou uma palavra de ordem no mundo inteiro e com razão, afinal o planeta tem limites e a civilização já ultrapassou muitos deles. Por isso, na hora de escolher um lugar para morar, devemos dar preferência a um empreendimento sustentável, isto é, que cause o menor impacto possível tanto sobre a natureza como sobre as pessoas.

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Esse entendimento de sustentabilidade, aliás, é algo que deve ficar claro. Muitas pessoas tendem a achar que um empreendimento ou empresa é sustentável apenas com base no impacto sobre o meio ambiente, mas a questão vai além disso. A sustentabilidade tem, além do ambiental, os aspectos social e econômico. Questões relacionadas à ética e combate à corrupção também são consideradas dentro do que os estudiosos do tema chamam de governança.

Exemplificando, mesmo respeitando o meio ambiente, um empreendimento residencial pode ter sérios impactos positivos ou negativos sobre uma região. Pode, por exemplo, piorar o trânsito, melhorar o comércio, elevar os preços praticados na região, piorar problemas como trabalho em regime precário ou, durante sua construção, apresentar um grande número de acidentes de trabalho etc.

Neste artigo vamos explicar 5 providências que um empreendimento pode tomar para se tornar sustentável, garantindo que no balanço final dos seus impactos haja vantagens não apenas para seus moradores, mas para toda a região em que está instalado.

1. Diminuir sua demanda por água

O consumo de água costuma ser um dos principais impactos de um empreendimento residencial. Ao trazer dezenas, às vezes centenas, de novos moradores para uma região, acaba ampliando a demanda por água, o que, dependendo lugar, pode ser um problema, visto que não são poucas as cidades e bairros que sofrem com a escassez de água potável.

Para diminuir esse impacto, os empreendimentos, famílias e pessoas podem agir de duas formas principais. A primeira delas é evitar o desperdício: eliminar vazamentos, observar usos inadequados em que se gasta uma quantidade superior ao necessário e implantar maneiras eficientes de medir o uso da água. Com isso, garante-se um uso mais racional dos recursos hídricos.

No entanto, é possível ir além. O segundo passo é reaproveitar. Água da chuva, por exemplo, pode ser reaproveitada na lavagem das áreas externas. Com o devido planejamento, a construtora pode aproveitar água de reuso das diversas atividades de um condomínio para alimentar o sistema de descarga de banheiros e para regar as plantas.

2. Melhorar sua eficiência energética

O consumo de energia, além de custar caro, pode ter um alto impacto para o planeta, pois, dependendo de sua origem, pode representar o aumento de emissões de monóxido de carbono e ampliar as mudanças climáticas.

Portanto, um empreendimento sustentável precisa ser o mais eficiente possível no uso da energia. Para isso existem alguns caminhos, como a adoção de iluminação com lâmpadas de LED (light emitting diode), que consomem menos e têm uma vida útil muito maior (cerca de 40 vezes mais do que as incandescentes).

Outro caminho possível é prever no projeto a utilização de luz natural e do calor do sol. A escolha da posição em relação ao sol, a geometria dos espaços, os vidros escolhidos, tudo isso influencia para o maior aproveitamento da iluminação natural. Já para o aquecimento, há uma grande oferta no mercado de modelos de placas de captação de energia solar que permitem esquentar a água sem usar eletricidade.

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3. Cuidar dos seus resíduos

A gigantesca produção de lixo é um dos maiores impactos que o ser humano provoca na natureza, resultando, por exemplo, na poluição de rios e oceanos. Diminuir esse problema tem sido um esforço mundial que tem resultado na criação de novas técnicas e metodologias para lidar com resíduos como o conceito de economia circular, em que o “lixo” de uma cadeia produtiva vira a matéria-prima de outra.

Como se pode notar, a ideia que baseia a economia circular é a da reciclagem, uma verdadeira revolução que vem permitindo não apenas a redução da quantidade de resíduos que depositamos na natureza, mas também a demanda por algumas matérias primas, como alumínio e alguns tipos de plásticos e de papel.

Outro impacto sensacional da reciclagem é que ela gera renda. Um grande número de associações de catadores, normalmente oriundos de famílias pobres e sem renda formal, tem feito da reciclagem o seu ganha-pão.

Por tudo isso, é essencial que um empreendimento sustentável estabeleça e cumpra um modelo de coleta seletiva, separando e mantendo os materiais recicláveis em boas condições. Para dar certo, é preciso engajar e treinar toda a comunidade de moradores e funcionários nas práticas e nos pequenos cuidados que devem ser tomados.

4. Fazer compostagem e, quem sabe, uma horta

Mesmo os resíduos não-recicláveis, como os de origem orgânica, podem ter um destino melhor do que o simples descarte para serem recolhidos e levados aos aterros sanitários. Os restos orgânicos podem ser compostados, transformando-os em adubo. Já há casos de condomínios, especialmente os horizontais, que mantêm pequenas usinas de compostagem.

Para ficar mais claro, a compostagem é um processo biológico em que microorganismos, como fungos e bactérias, reduzem a matéria orgânica a um composto com propriedades nutritivas e fertilizantes para os vegetais.

O produto gerado pela compostagem é, então, usado em hortas, estufas, jardins e bosques, possibilitando o cultivo de plantas e hortaliças. Dependendo do tamanho do espaço cultivado, as “safras” podem proporcionar alimento natural e saudável para dezenas de pessoas.

5. Olhar para as pessoas

Um empreendimento sustentável, acima de tudo, é bom para as pessoas. Por isso, o respeito aos direitos humanos, às legislações trabalhistas e à saúde e segurança dos funcionários deve ser combinado com preocupações como bem-estar de todos os que passam ali, como por meio de programas de vida saudável.

Em muitos casos, é possível até olhar da porta para fora do empreendimento e apoiar iniciativas para melhorar a condição da comunidade, como ações em escolas públicas, creches, orfanatos e asilos. Também é possível tornar a estrutura do condomínio, como o sistema de reciclagem, acessível aos vizinhos.

A corrida para tornar as empresas mais sustentáveis não ocorre à toa. Além dos ganhos financeiros a médio e longo prazo, proporcionados pela gestão mais atenta dos recursos, a sustentabilidade garante que as empresas estejam preparadas não apenas para atender legislações atuais, mas também para as mudanças que virão nos próximos anos.

Um empreendimento sustentável tem essas preocupações. Reduzir o impacto socioambiental acaba significando custo financeiro menor e melhores condições da vida para as pessoas. Se você compartilha dessas preocupações e está em busca de um condomínio que adote práticas sustentáveis, entre em contato com a gente.

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