Qual a importância de animais de estimação para o desenvolvimento de crianças?

Qual a importância de animais de estimação para o desenvolvimento de crianças?

Se você tem filhos, provavelmente já recebeu várias solicitações insistentes que imploravam por um cachorro, gato ou qualquer outro pet. Crianças adoram animais e não é à toa. Esses bichinhos podem oferecer fascínio, ensinar e ainda fazer um tipo especial de companhia para seus pequenos.

No entanto, muitos pais se sentem inseguros diante de tanta responsabilidade. Afinal, é preciso ter certeza de que o pet escolhido receberá todos os cuidados necessários durante toda a sua vida, e que seus filhos consigam obter experiências positivas nesse processo.  

É hora de acabar com as dúvidas! Neste post, você vai entender melhor como animais de estimação e crianças podem se transformar em uma excelente combinação!

Desenvolvimento do senso de responsabilidade

Quando se adota um animal com necessidades básicas (comer, passear, brincar…) a criança consegue aprender, de forma prazerosa, que é preciso deixar o conforto de lado em diversas relações, em nome do bem-estar de outros (que estão sob sua responsabilidade).

Além disso, é possível montar uma rotina com diversas atividades programadas (hora de brincar, hora de limpar, hora de comer…). Além de fornecer noções de disciplina e estimular a criança a ter uma vida mais ativa, o amor pelo bichinho provavelmente vai incentivá-la a encarar as tarefas com seriedade.

 

Saúde em alta 

Parece incrível, mas a criança que conta com a companhia de um animal de estimação pode ter um sistema imunológico mais resistente e menor probabilidade de desenvolver doenças.

Um estudo feito pelo Journal of Pediatrics comprovou que as crianças que tinham um cachorro ou gato durante seus primeiros anos de vida apresentam melhor imunidade, com um índice 31% menor de doenças respiratórias e 44% menos infecções de ouvido do que as crianças que não tinham nenhum pet.

Criação de laços afetivos

Os benefícios da interação entre animais de estimação e crianças são diversos, mas nenhum deles é mais evidente do que o carinho e apego que os pequenos sentem pelos seus bichinhos.

Todo esse afeto causado pela relação entre ambos permite que as crianças desenvolvam melhor seus aspectos emocionais, como carinho e cuidado, o que contribui muito para que ela se porte melhor socialmente.

Isso acontece porque os pets podem atuar como um exercício afetivo. Ao ter mais consciência das necessidades emocionais de outros, ela é capaz de entender a importância dessa atenção para seus relacionamentos com os pais, amigos e colegas.

Ensino da compaixão

Ao se sentir responsável por um ser vivo, a criança é capaz de projetar o cuidado que os pais têm com ela, de forma semelhante ao que acontece com as bonecas e os brinquedos. Porém, os animais vão reagir a essa atenção e proporcionar novas experiências mais fortes para a vida dos pequenos.

Assim como as pessoas, os bichos também sentem emoções e dor. Não estão imunes às enfermidades, ferimentos e morte. Sendo assim, seus filhos testemunharão as particularidades da vida de um animal e provavelmente oferecerão ajuda e consolo para seu pet quando necessário.

Essa é uma lição inestimável de empatia e compaixão, já que a sensibilização causada pelos sentimentos alheios podem estimular o seu filho a lidar com frustrações que estão fora de seu controle e se esforçar para ajudar quem precisa.

Melhora do sistema cognitivo

Ter um bichinho de estimação pode fazer seu filho melhorar suas notas na escola? De acordo com estudo feito com crianças do ensino fundamental, a resposta é sim.

A pesquisa mostrou que, dentro de um grupo de alunos que estava aprendendo a ler, aqueles que leram em voz alta para um cachorro tiveram melhor desempenho do que seus outros colegas, que liam para um adulto.

A explicação possível é a de que as crianças se sentem mais à vontade e menos pressionadas ao lado dos animais, que oferecem atenção e apoio sem nenhum tipo de julgamento. Ao lado dos adultos, o medo de cometer erros pode ser maior.

Os benefícios não param por aí. Ter um animal de estimação também pode incentivar uma criança a se envolver e querer aprender mais sobre animais em geral e, por sua vez, promover uma apreciação maior pela biologia e ciências naturais.

Aumento da autoestima

De acordo com uma declaração emitida pelo Pet Health Council, do Reino Unido, as crianças que possuem animais de estimação podem desenvolver uma autoconfiança maior do que as que não possuem nenhum pet.

Como você já sabe, os animais não têm preconceitos, não se importam quando as crianças cometem erros e também não as julgam, por isso muitas delas confiam e se relacionam com esses bichinhos de maneira até mais intensa do que acontece com seus pais ou amigos.

Muitas delas enxergam seus bichos de estimação como provedores de consolo e suporte, o que garante maior confiança na hora de realizar tarefas que consideram difíceis, como solucionar as questões de um dever de casa ou conversar sobre seus próprios sentimentos.

Melhor condição física

Um estudo de 2010 comprovou que as crianças que possuem um cachorro de estimação se exercitam em média 11 minutos a mais por dia do que as crianças que não possuem pet nenhum. Apesar desse tempo ser curto, essas atividades físicas já são bem significativas para o desenvolvimento da coordenação motora e melhora do condicionamento físico geral de seus filhos.

Não é difícil perceber que animais de estimação, principalmente aqueles que precisam de passeios e atenção para brincar, são capazes de promover estilos de vida mais saudáveis e ativos para seus donos.

Apesar da relação entre animais de estimação e crianças ser muito vantajosa para ambos, a escolha de um novo pet depende de várias condições disponíveis para a sua criação. A família precisa levar em conta a sua condição financeira, as preferências da criança, qual espécie se adapta melhor à rotina da casa e conferir se o espaço disponível é suficiente para abrigá-lo.

Pessoas que possuem casa própria com quintal podem pensar na possibilidade de criar um cachorro, gato ou coelho. Por outro lado, as famílias que decidiram investir em ambientes menores, como apartamentos ou casas geminadas, devem optar pelos animais de menor porte como roedores, peixes ou raças pequenas.

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