O que fazer para lidar com os problemas de segurança pública?

O que fazer para lidar com os problemas de segurança pública?

Depois de uma fase de relativa tranquilidade, fruto do crescimento econômico da primeira década do século 21, os problemas de segurança pública das cidades brasileiras voltaram a aparecer com força nos últimos anos.

A crise em que o país entrou a partir de 2013 e a falência de algumas das principais apostas em termos de políticas de seguranças, como as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), fizeram aumentar novamente o número de assaltos e contribuíram para o retorno da sensação generalizada de insegurança.

Para se ter uma ideia, uma pesquisa recente da GloboNews, com base nos números da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, revela que, em 2016, os furtos e roubos em condomínios da capital paulistana tiveram um aumento de 172%, pulando de um total de 25 para 68 no total dos 12 meses.

Diante de números preocupantes e de um noticiário assustador, a maioria da população não tem outra opção a não ser atuar naquela que é a sua única possibilidade para tentar evitar entrar nas estatísticas da criminalidade: prevenção.

Como cuidar da sua segurança pessoal

Antes de começar a falar das preocupações de segurança de um condomínio, precisamos dizer que o problema da insegurança está longe de se restringir a isso.

Na verdade, o crescimento do número de crimes coloca o cidadão em uma constante situação de fragilidade e requer o emprego de cuidados constantes. Estar portando um celular ou uma bolsa pode ser o suficiente para chamar a atenção de um assaltante. Por isso, a preocupação de não deixá-los à vista em lugares públicos precisa ser uma regra.

Em lugares de grande movimento, não se descuide um segundo da sua bolsa ou mochila, especialmente se houver nela um tablete ou notebook. O furto desses objetos é um tipo de crime que só vem aumentando nos últimos anos.

Se for parar em um caixa eletrônico, faça isso preferencialmente dentro de um shopping ou de outro lugar com boa segurança e afluxo de pessoas. Lugares desertos facilitam a ação de bandidos que praticam a “saidinha”, isto é, o assalto a quem acaba de sacar dinheiro de bancos. Ao usar o caixa, procure cobrir a tela e o teclado com seu corpo, evitando que pessoas próximas visualizem sua senha ou a quantia que vai sacar.

No carro, nunca deixe dinheiro nem seus documentos no porta-luvas. É um dos primeiros lugares verificados pelos assaltantes. Evite também usar crachás, adesivos e outras formas de identificação que indiquem o lugar que você mora, onde costuma frequentar e produtos que consome (adesivo da marca Apple, por exemplo).

O cuidado não deve ser deixado de lado nas festas. Evite ir sozinho e também procure não ostentar objetos de valor nem deixar seu celular em cima de mesas ou balcões. Essas precauções evitam que você se torne visado.

Para tornar o condomínio mais seguro

É natural que todos considerem que o principal responsável pela segurança em um condomínio é a sua administração. No fundo, é isso mesmo. Porém, existe algo que precisa ser levado em conta: o procedimento dos condôminos é decisivo para que as estratégias adotadas deem certo. Ou seja, sozinha a gestão condominial consegue fazer pouca coisa ou nada.

Quando os condôminos “compram” a ideia de que também são responsáveis pela segurança, não apenas deles, mas de todo o condomínio, os resultados são mais rápidos e efetivos. Quando as regras são cumpridas com atenção e precaução, torna-se mais fácil evitar invasões e assaltos.

A identificação correta na entrada e saída, o anúncio antecipado de recebimento de encomendas e entregadores de fast food, a comunicação prévia da chegada de visitantes, assim como o cadastramento de diaristas, prestadores de serviço e outros funcionários, procedimentos que, normalmente, são tidos como incômodos, se tornam mais leves quando aceitos de boa vontade, como necessários à preservação do bem-estar da comunidade.

Aliás, se pensarmos bem, tomar esse tipo de cuidado é o mínimo que podemos fazer em prol de nossa família e vizinhos, ainda que isso exija algum trabalho.

Regras devem ser respeitadas

Alguns dos procedimentos podem ser até bem antipáticos, como a identificação com documentos dos funcionários domésticos que trabalham nas casas e apartamentos, mas são absolutamente necessários. Não faltam relatos de quem tenha se aproveitado desse tipo de brecha para praticar assaltos.

Garagens são outro ponto de atenção. Quando se entra nelas, é preciso estar atento para potenciais abordagens de criminosos que querem se aproveitar da situação para assaltar o motorista ou mesmo invadir o condomínio. Moradores dos andares mais baixos também necessitam de cuidado especial em suas varandas e nas áreas de acesso à residência.

A colaboração com os porteiros, inclusive, é absolutamente indispensável. Se as regras repassadas à portaria forem seguidas e respeitadas pelos condôminos, a chance de se garantir a tranquilidade no cotidiano do condomínio aumenta bastante.

O Estado precisa cumprir seu papel

A segurança, como vimos, é uma tarefa de todos, mas certamente é uma obrigação do Estado, até mais do que do condomínio. Por isso, administradores e moradores devem buscar o contato e a participação nas discussões sobre segurança dos bairros e cidades onde habitam. Conhecer os representantes do Poder Público e cobrá-los acerca do planejamento e das ações para coibir a violência é indispensável.

Outro bom caminho é estabelecer um canal de comunicação com a Polícia Militar, por meio do comandante do batalhão da área, e a civil, por meio dos delegados locais. Essas autoridades, além de receberem a cobrança dos condôminos, podem dar dicas e informações valiosas sobre os principais problemas de segurança na região e como lidar com eles.

Se o condomínio tiver uma empresa de segurança terceirizada, vale a pena também manter um relacionamento próximo com ela, convidando seus gestores para eventuais palestras sobre práticas seguras para os moradores do condomínio.

Afinal, como vimos, estar bem informado sobre as ameaças à sua segurança é uma das principais maneiras de evitá-las.

Se você, após ler este artigo, se sente mais preparado para lidar com os problemas de segurança pública que podem afetar o seu condomínio, nos acompanhe nas redes sociais. Nos nossos perfis no FacebookTwitterLinkedInInstagram sempre há informações novas e relevantes.

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