tamanho do lote

O que considerar para escolher o tamanho do lote para construção?

Você sabia que a escolha do terreno é um dos fatores mais importantes na elaboração de um projeto arquitetônico com bom custo-benefício?

Mas para acertar no tamanho do lote, não basta saber a dimensão do imóvel que pretende construir. Diversos aspectos podem influenciar no tamanho da área realmente disponível para ser construída.

Para ajudar, este post reúne tudo o que deve ser considerado antes de comprar o seu terreno. Confira!

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Por que a escolha do terreno é tão importante?

Nem sempre um terreno extenso oferece uma área igualmente ampla para construir. Essa é uma das explicações para lotes com metragens semelhantes, situados na mesma região, por vezes, terem valores bastante distintos.

No entanto, quem não tem experiência com construção civil pode acabar se atentando apenas ao custo na hora de escolher um lote. Há quem se arrisque ainda mais, a ponto de comprá-lo sem, sequer, fazer uma única visita pessoalmente.

Isso pode levar a uma série de gastos extras e dar muita dor de cabeça. Portanto, antes de fechar negócio, procure avaliar alguns pontos importantes.

A topografia

Escolher um terreno plano ou inclinado tem impacto direto no projeto arquitetônico. Quem sonha em ter uma piscina com fundo infinito, por exemplo, pode tirar proveito de uma bela encosta. Já quem quer uma casa térrea e acessível, pensando no bem-estar dos familiares idosos, bem como no seu próprio envelhecimento, é melhor buscar um local plano.

Por outro lado, se em vez de aproveitar as condições topográficas, o projeto não se adaptar naturalmente ao terreno, os custos com a obra serão bem maiores. É o que acontece com terrenos posicionados abaixo do nível da rua: para evitar alagamentos, além do aterro, muitas vezes é preciso disponibilizar sistemas de drenagem.

A topografia é determinante, até mesmo, na quantidade de insolação e ventilação natural presentes nos cômodos. Por isso, jamais a negligencie.

O tipo de solo

Ainda que a empresa responsável pelo loteamento informe o que é preciso saber antes de fazer o alicerce da casa (como se a área necessita ou não de fundações especiais), vale a pena consultar um especialista idôneo.

Se possível, peça para um engenheiro civil de sua confiança acompanhá-lo até o terreno e verificar se o solo é realmente adequado para construir, ou qual tipo de providências deverão ser tomadas para deixá-lo apropriado.

A vegetação presente

Caso o terreno tenha árvores, informe-se sobre legislação ambiental. Às vezes, é possível removê-las em troca de uma compensação ambiental — caso haja necessidade de aumentar a área disponível para construção.

No entanto, se pertencerem a uma espécie protegida, não há nada a fazer. A única alternativa é aproveitá-las no paisagismo.

As normas de zoneamento

Para conhecer a metragem de recuo que a construção precisará ter a partir dos limites do terreno, deve-se consultar a Lei de Uso e Ocupação do Solo do município.

Também é importante checar na prefeitura se o terreno não se encontra em uma área de preservação ambiental, tem mananciais ou nascentes ou apresenta qualquer tipo de restrição à construção.

As regras do condomínio

Se o imóvel ficar em um condomínio de alto padrão, além das normas de zoneamento da região, existem as determinações do próprio empreendimento. Por exemplo: limite de área construída e altura, recuos frontal e laterais, entre outras.

Essas regras têm o intuito de preservar o padrão construtivo dentro dos condomínios e, apesar de rígidas, ajudam a manter o equilíbrio visual e a valorizar o patrimônio imobiliário.

 

 

Como definir o tamanho do lote ideal?

A primeira medida é conversar com a família e ter em mente o que vocês pretendem construir, sem se esquecer do orçamento disponível. Para não deixar nada de fora, coloque todas as necessidades no papel.

A partir daí, defina a quantidade de cômodos (íntimos e sociais) e pavimentos desejados, bem como quais estruturas devem constar nas áreas externas (piscina, área gourmet, horta, jardim, garagem, canil, etc).

Com isso, um arquiteto poderá estimar a metragem da área construída e, consequentemente, o tamanho do lote.

Após encontrar o terreno ideal, o profissional avaliará suas características e apresentará algumas versões de plantas arquitetônicas. Com base nas preferências apontadas, fará os ajustes solicitados para, enfim, chegar ao projeto personalizado.

É necessário ter o projeto arquitetônico em mãos?

Ainda que ter um projeto arquitetônico facilite a escolha do tamanho do lote, não se trata de uma exigência.

Quem ainda não o definiu, mas quer apostar na compra de um terreno como forma de investimento, uma boa dica é evitar os extremos. Prefira lotes médios (ao invés dos pequenos ou grandes demais) e evite os estreitos, que dificultam a distribuição dos cômodos.

Ao identificar uma boa oportunidade, meça os limites e veja se coincidem com a documentação fornecida pelo vendedor — que deve estar registrada em cartório.

Já se o intuito for construir uma casa com características bem específicas, como um sobrado com suítes voltadas para a piscina, por exemplo, vale a pena ter o projeto em mãos antes de comprar o terreno.

Isso porque esse tipo de construção exige bastante espaço, para que o imóvel não faça sombra na área molhada — e apenas um arquiteto pode avaliar se o lote eleito atende ao desejo dos proprietários e, ao mesmo tempo, permite sua viabilidade técnica.

Outro exemplo: se o objetivo for construir uma residência com um belo jardim, lotes de esquina são a melhor pedida, pois seu posicionamento permite plantar em duas fachadas. Nesse caso, vale a pena fazer não apenas o projeto arquitetônico, mas também o paisagístico, antes de adquirir o terreno.

Para concluir, não importa se você já possui um projeto aprovado na prefeitura ou se está à procura de um terreno como forma de investimento: sempre vale a pena consultar um profissional para ajudar a direcionar suas buscas. Afinal, mais do que o tamanho do lote, são as características específicas que determinam as possibilidades e entraves à execução da obra, bem como os gastos subsequentes.

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