Tudo o que você precisa saber sobre morar em um condomínio horizontal

Tudo o que você precisa saber sobre morar em um condomínio horizontal

Se você é daqueles que não abre mão de avaliar os prós e os contras na hora de tomar decisões importantes — como escolher a moradia ideal para viver com a família —, este artigo foi feito para você.

Descubra, detalhadamente, como é viver em um condomínio horizontal e saiba por que esse tipo de empreendimento reúne o melhor dos estilos de vida de quem prefere casas e, ao mesmo tempo, dos fãs das facilidades encontradas em apartamentos, atraindo um perfil de morador preocupado em ter mais qualidade de vida no dia a dia. Acompanhe!

O que é e como funciona um condomínio horizontal?

Um condomínio horizontal é um condomínio de casas que podem ser compradas prontas ou futuramente construídas. Neste caso, tudo começa com a aquisição de um terreno em um loteamento fechado.

Reconhecido por proporcionar melhor custo/benefício do que a compra de um imóvel pronto, a aquisição de um lote permite elaborar um projeto arquitetônico adequado às necessidades e situação financeira da família, executando-o à medida que o orçamento doméstico permitir.

Mas mais do que isso, a possibilidade de personalizar a casa é importante para tornar o dia a dia da família muito mais prático e confortável, pois os ambientes internos e estruturas externas são idealizados para atender ao estilo de vida de seus moradores.

Além disso, o arquiteto ou engenheiro responsável pelo projeto pode privilegiar a iluminação e a ventilação naturais, instalar soluções que colaborem para um maior conforto termoacústico e, ainda, preparar o lar para ser o mais sustentável possível.

Ao mesmo tempo, vale lembrar que construir a própria moradia sai bem mais em conta do que comprar um imóvel com metragens e estruturas semelhantes já pronto.

Mas mesmo com tanta liberdade construtiva, é preciso respeitar alguns padrões estabelecidos na legislação interna do condomínio, o que impede, por exemplo, que um vizinho construa uma obra que interfira nas condições de insolação de outra, assegurando que nenhum lar será prejudicado.

Geralmente, os padrões construtivos previamente determinados dizem respeito às alterações de fachadas em casas de condomínio. Por exemplo: as calçadas seguem a estética da pavimentação das áreas comuns e, portanto, não podem ser alteradas.

Uma vez finalizado, cada proprietário arca com a manutenção do seu imóvel, realizando reparos e reformas nos momentos em que estiver “financeiramente preparado”, sem ter de arcar com a imposição dos rateios tão comuns em prédios.

Para se diferenciar, alguns lotes residenciais de alto padrão unem infraestrutura de primeira com sofisticação arquitetônica (com fiação subterrânea), segurança 24 horas (com circuito interno de TV), tecnologia (com fibra ótica) e muito mais.

Já os projetos das áreas comuns são voltados para a saúde e o bem-estar dos futuros moradores, com pistas propícias para a prática de corridas ou caminhadas, piscinas para diferentes faixas etárias, academias de ginástica completas etc.

 

Quais são as diferenças entre condomínios horizontais e verticais?

Um condomínio horizontal é composto por lotes com casas construídas com plantas arquitetônicas “personalizadas”, ou seja, cada unidade habitacional é erguida de acordo com os desejos e as necessidades dos respectivos proprietários.

Por ocuparem terrenos amplos, esse modelo de condomínio geralmente é implantado nas chamadas áreas de expansão urbana — locais com fácil acesso e boa infraestrutura, mas ligeiramente distantes dos grandes centros.

O mais comum é que o uso do condomínio horizontal seja exclusivamente residencial. Porém, algumas pessoas com veia empreendedora tiram proveito do espaço extra disponível na residência para viabilizarem um negócio próprio dentro de casa.

É o caso de quem opta por montar uma cozinha semiprofissional para fazer e comercializar doces ou salgados, quem faz um ateliê para produzir peças de artesanato etc.

As vendas, na maioria das vezes, são feitas on-line e despachadas por meio de um serviço de delivery ou via Correios, de modo que os clientes não têm acesso ao condomínio, o que garante o sossego, a privacidade e a segurança dos demais moradores.

A boa notícia para quem pensa em empreender é que não é preciso alugar nenhuma sala comercial para exercer a atividade — a menos em um momento inicial, quando o negócio ainda se encontra na fase de testes.

Também existem condomínios horizontais de uso empresarial, formado por galpões, depósitos e/ou armazéns de uso comercial ou industrial. Nesses empreendimentos, a circulação de pessoas é prevista em contrato e, portanto, permitida.

Já um condomínio vertical é formado por um ou mais edifícios compostos por um ou mais apartamentos por andar. Nesse caso, as unidades habitacionais são padronizadas (no máximo, variam em relação ao número de dormitórios e a existência, ou não, de varandas).

Geralmente, os condomínios verticais ficam em grandes centros urbanos, onde as áreas para construir horizontalmente são escassas e a principal alternativa de moradia acaba sendo edifícios com apartamentos de metragens cada vez mais enxutas.

Tamanha falta de espaço inviabiliza a montagem de negócios que exijam algum tipo de estrutura, limitando os proprietários a, no máximo, terem um pequeno home office no qual podem prestar serviços remotamente.

Por conta dessa característica, até pouco tempo atrás os prédios tendiam a ser apenas residenciais ou exclusivamente comerciais — nesse caso, repletos de consultórios médicos, de advocacia, entre outros.

Recentemente, o mercado imobiliário tem lançado alguns empreendimentos de uso misto, edifícios que integram, em um mesmo terreno, unidades habitacionais e salas comerciais. Na verdade, tratam-se de espaços de coworking.

Nesse novo modelo de condomínio vertical, busca-se resolver dois problemas: o da falta de espaço e o da necessidade de empreender em casa. Os moradores trabalham em salas compartilhadas e, em alguns casos, podem até receber fornecedores e clientes.

Assim como nas demais áreas comuns, como salões de festa e espaços gourmet, as salas compartilhadas de condomínios verticais de uso misto precisam ser reservadas e seu uso implica no pagamento de uma taxa extra.

Quais são as semelhanças entre condomínios horizontais e verticais?

Ambos são condomínios fechados, o que significa que contam com uma portaria responsável por regular o acesso, registrando quem entra e sai dos empreendimentos.

Além disso, os dois modelos contam com a figura do síndico e exigem o pagamento, previsto em lei, da taxa condominial, valor gasto para manter as estruturas de uso comum, bem como para o pagamento dos profissionais ligados à administração, serviços de zeladoria etc.

Quais as vantagens de morar em um condomínio horizontal?

As vantagens de morar em um condomínio horizontal são inúmeras. De maneira resumida, trata-se de ter mais qualidade de vida com mais segurança. Confira quais características são responsáveis por conferir esse diferencial:

Infraestrutura completa

Em condomínios de alto padrão, a infraestrutura (abertura e acesso à novas vias, iluminação, saneamento básico, cabeamento de fibra ótica etc) é providenciada pelos incorporadores antes mesmo de os lotes começarem a ser comercializados.

Em relação às áreas de uso comum, busca-se oferecer opções de lazer para toda a família, no melhor estilo condomínio-clube. Assim, os espaços são projetados para que os moradores desfrutem de vários tipos de entretenimento.

Geralmente, as áreas coletivas são bem cuidadas, com a manutenção em dia e as estruturas funcionando perfeitamente.

Já as ruas, travessas e alamedas internas ao condomínio seguem uma estética harmônica, sendo arborizadas, bem sinalizadas, com velocidade controlada, monitoradas, iluminadas e limpas.

Segurança para os moradores

A existência de uma portaria com sistemas de controle de acesso e de recursos de segurança reforçados são vistos como uma das principais vantagens dos condomínios horizontais, ainda mais em tempos de aumento da violência urbana.

Primeiramente, a entrada de quaisquer pessoas estranhas é vetada, a menos que o morador autorize a visita.

Além disso, os circuitos de vigilância são instalados em pontos estratégicos e o monitoramento é feito em tempo real, 24 horas por dia.

Além das câmeras tradicionais, hoje em dia existem drones que fazem imagens aéreas e softwares (como vídeo analytics) que analisam as imagens para avaliar padrões de comportamentos suspeitos.

Já o entorno do condomínio é rodeado por muros altos e, na maioria das vezes, acrescidos de cercas elétricas ou sensoriais, com o intuito de inibir a invasão de meliantes.

Também existe a possibilidade, cada vez mais comum, de contratar um serviço de ronda interna, o que é particularmente interessante em períodos em que muitas residências estão sendo construídas, fase em que há maior acesso de indivíduos desconhecidos.

Tudo isso faz com que a segurança de condomínios seja mais eficiente do que em casas em vias sem controle de acesso.

Vale destacar que, por serem rateadas entre os condôminos, as despesas geradas em prol da segurança comum são bem menores do que se fossem assumidas por conta própria em um bairro aberto.

Convívio entre vizinhos e a comunidade

Engana-se quem pensa que a atmosfera de segurança oferecida em condomínios gere cidadãos alienados. Uma coisa não tem nada a ver com a outra.

Na realidade, a vida em condomínio estimula o convívio social e a cidadania, pois crianças, adolescentes e adultos têm de conviver nas áreas comuns e interagir em um clima de harmonia e respeito.

Além disso, por reunir pessoas que compartilham de um mesmo ponto de vista sobre o conceito de qualidade de vida, a empatia entre vizinhos é maior — o que facilita os relacionamentos e leva à boas amizades.

Outro ponto a se considerar é que o fato de o número de moradores de um condomínio horizontal ser inferior ao contingente dos condomínios compostos por diversos edifícios e de que a maioria é formada por proprietários (não locatários) faz com que, naturalmente, todos acabem se conhecendo.

Esse senso de comunidade, por sua vez, faz com que os pais permitam que os filhos brinquem uns nas casas dos outros, sem a necessidade de deixá-los expostos a pessoas estranhas ou aos riscos escondidos em ruas e áreas públicas, como parques e praças municipais.

Por fim, cabe mencionar que até mesmo a tomada de decisões nas assembleias condominiais é facilitada, pois os assuntos de interesse coletivo são tratados com mais compreensão.

Ampla área de lazer para as crianças

Para quem tem ou pretende ter filhos, condomínios horizontais são ideais. Crianças necessitam de espaço ao ar livre para que possam desenvolver suas capacidades e habilidades por completo, deixando de lado as telas de aparelhos eletrônicos.

Além do quintal da casa dos pais, é comum que os condomínios fechados tenham espaços exclusivos, seguros e adaptados para os pequenos, como parquinhos, salas de jogos, piscinas infantis, entre outros.

Assim, enquanto brinca e se diverte, a molecada aprende a socializar, compartilhar e a viver em sociedade.

O fato de sempre haver colegas dispostos a jogar bola, brincar de pega-pega, esconde-esconde e muitas outras atividades impossíveis de praticar sozinho afasta a solidão até mesmo de filhos únicos.

Nem sequer em dias chuvosos, quando se passa a maior parte do tempo dentro de casa, as crianças têm de ficar limitadas aos jogos eletrônicos, pois podem brincar no quintal e se divertir de maneira mais ativa.

Outro momento importante são as festas de aniversário, nas quais a criança pode receber parentes e amiguinhos em casa — seu lugar favorito — e não em buffets impessoais, o que ainda gera uma boa economia para o bolso dos pais.

Para concluir o cenário de uma infância perfeitamente feliz, não se pode deixar de mencionar que, em uma casa com espaço de sobra, permitir que o filho tenha um bichinho de estimação é muito mais fácil do que criar o pet em um apartamento.

Garantia de privacidade

Mesmo sendo um modelo habitacional que favoreça o convívio entre vizinhos, casas em condomínios horizontais geralmente contam com quintal, jardim, churrasqueira, piscina, sauna e outras estruturas de lazer privativas, posicionadas longe dos olhares de terceiros.

Assim, diferentemente de prédios, onde as áreas de uso comum impossibilitam a exclusividade nos momentos de relaxamento, em condomínios horizontais cada morador desfruta da sua privacidade, permitindo um estilo de vida mais reservado.

A distância entre as residências é, por si só, um fator que aumenta a sensação de privacidade. Mas para garantir ainda mais o isolamento nas áreas de lazer, pode-se investir em um bom projeto paisagístico, valendo-se de arbustos bem cheios, trepadeiras floridas para preencher cercas, entre outros recursos.

Além disso, a existência de uma portaria impede que visitas indesejadas venham bater à sua porta, evitando incômodos e perda de tempo.

O mesmo vale para a poluição sonora causada pelos carros de som, conduzidos por vendedores de ovos, frutas, sorvetes, produtos de limpeza e todo tipo de produto, os quais têm a entrada proibida.

Mais qualidade de vida

Casas em condomínios horizontais geralmente contam com piscina, sauna, gramados e áreas arborizadas. Já nas áreas internas, destaca-se a existência de adega, cozinha gourmet, lounge para receber os amigos, sala de cinema, salão de jogos e muito mais.

Ou seja, há opções para viver bem e se divertir dentro e fora de casa, em dias quentes e também em períodos mais frios.

Além das vias arborizadas e academias, que incentivam a prática de atividades físicas dentro do condomínio (com o benefício de não ter de encarar o trânsito), os moradores podem se unir para praticar diferentes modalidades juntos.

É o caso do crossfit, por exemplo. Para realizar a atividade, basta reunir um grupo de vizinhos interessados, se organizar para adaptar um box e contratar um coach (professor) profissional para montar os circuitos.

Se a ideia for sair do condomínio e praticar exercícios ao ar livre, é possível formar grupos de corrida, de ciclismo e muito mais! Tudo depende da disposição dos condôminos.

Até as noites de sono — tão preciosas para a saúde e o bem-estar — de quem mora nesse tipo de empreendimento são melhores, graças à distância entre as unidades. Na prática, o barulho de um não incomoda o outro.

Como escolher o melhor condomínio para morar?

Nem todo condomínio horizontal é, de fato, ideal para sua família. Afinal, cada um conhece quais são suas reais necessidades e possibilidades. Por isso, veja o que deve ser considerado para acertar na escolha:

Localização privilegiada

Para acertar na escolha do condomínio, o primeiro passo deve ser analisar sua localização. Comece avaliando as condições ambientais do loteamento, verificando se não há lixões nas proximidades, se não há registro de enchentes, se há coleta seletiva etc.

Geralmente mais afastados dos grandes centros, esse tipo de empreendimento tende a ficar em áreas de expansão urbana. Por isso, é importante que a região conte com uma ampla rede de transporte público e uma boa infraestrutura viária, facilitando o acesso ao centro e demais regiões.

Considere também os possíveis trajetos para o seu local de trabalho e veja se o nível de congestionamento nos horários de ida e de retorno é aceitável.

Avalie, ainda, a rede de comércios e serviços existente nas proximidades. A presença de padarias, supermercados, farmácias, hospitais, lojas, creches, escolas, faculdades, cinemas e outros estabelecimentos facilitam o dia a dia dos moradores.

Tipo de residência

Em relação ao tipo de residência, considere quais são as necessidades da sua família no momento presente e tente prever as futuras, para definir o número de dormitórios e as estruturas de lazer prioritárias.

Dentro das unidades, os ambientes devem usar matérias-primas de boa qualidade e bons acabamentos, além de serem funcionais e, ao mesmo tempo, aconchegantes. Assim, a necessidade de fazer reformas, seja para reparos ou atualizações estéticas, demora a chegar.

Um ponto fundamental é a existência de uma garagem ampla e coberta, o que ajuda a preservar a vida útil dos automóveis da família e permite que as visitas estacionem confortavelmente na sua casa, sem ter de parar seus veículos nas vias.

A garagem também deve ter um espaço livre para armazenar as ferramentas adequadamente, evitando que fiquem espalhadas em locais impróprios e se deteriorem, além de oferecerem perigo para crianças.

Serviços oferecidos

Entre os serviços oferecidos, além dos salões de festa e das áreas para churrasco, entre outras, um diferencial cada vez mais procurado é o espaço pet em condomínios.

Empreendimentos pet friendly oferecem áreas de convivência adaptadas aos animais de estimação. Há condomínios com pet care (para dar banho e cuidar da higiene), pet play (com equipamentos para recreação e treinamento) e muito mais.

Além de permitirem que os animais brinquem e não fiquem estressados, o espaço pet possibilita que o próprio dono faça todos os cuidados necessários, sem sujar a casa nem ter de ir a um pet shop.

Valor do condomínio

O valor de um condomínio é outro ponto importante na escolha do melhor local para morar, pois a tarifa é obrigatória e fará parte das contas mensais, assim como ocorre com as tarifas de água, de luz, do gás natural, do telefone, da internet etc.

A taxa condominial varia de condomínio para condomínio, conforme a localização, infraestrutura, folhas de pagamento, custos administrativos e a manutenção de itens de segurança e lazer.

Também entram na conta as chamadas despesas variadas e a quantia destinada ao fundo de reserva.

Além disso, o proprietário preciso verificar o valor do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) da região.

Deve-se colocar todos os gastos (e também as economias decorrentes dos benefícios proporcionados) no papel e avaliar se o custo de viver em casas de condomínio fechado é condizente com o orçamento da família.

Potencial de valorização

Por fim, avalie o potencial de valorização do imóvel — mesmo que não haja interesse em vendê-lo no momento presente. A previsão de chegada de novos empreendimentos, como shoppings centers e instituições de ensino, é um bom indicativo de valorização.

Outro fator positivo é a existência de tecnologias de ponta e soluções sustentáveis, como sistemas para captação e reúso das águas cinzas e uso de lâmpadas LED nas vias e áreas de uso coletivo, o que é bem visto por gerar economias no presente e colaborar para a preservação dos recursos naturais para as gerações futuras.

Assim, privacidade, segurança, estrutura de primeira, mais qualidade de vida, entre outros fatores, compõem a lista de vantagens que definem o melhor custo/benefício desfrutado por quem opta por morar em um condomínio horizontal. Se você acredita que esse é o tipo de empreendimento ideal para viver bons momentos com a sua família, dê o primeiro passo, baixe nosso e-book e veja como acertar na escolha e compra de um lote!

Posts relacionados